Desenho de recursos educativos digitais

Publicações relacionadas com concepção e realização de Recursos Educativos Digitais.

 

SILVA, Heliana & COSTA, Fernando (2015). Recursos Educativos Digitais No Futuro: Perspectivas De Professores, Educadores E Especialistas . In … (Eds.), Actas do XII EDUCERE, III SIRSSE, V SIPD – Cátedra UNESCO e IX ENAEH. Curitiba: Pontifícia Universidade Católica do Paraná/PUCPR.

Os objetivos do estudo aqui apresentado foram caracterizar o modo como os especialistas, professores e educadores avaliam, em geral, a inserção e utilização de tecnologias e conteúdos digitais na educação hoje, e compreender quais as perspectivas de professores, educadores e especialistas sobre como é que os recursos de apoio utilizados nas aulas, como o caso do manual escolar, evoluirão num futuro próximo. A investigação teve alguns referenciais teóricos extremamente importantes, tais como: Almeida, Alves e Lemos (2014), Castells (1999, 2002), Costa (2008, 2009, 2012 et al), Johnson, et al. (2014) e Ramos (2013). A Metodologia utilizada aportou à abordagem qualitativa, de natureza exploratória, descritiva e construtivista, e por meio de estudo de caso, com aplicação de entrevistas, tendo como público participante especialistas em tecnologias e educação de Portugal e Brasil, bem como professores e educadores da rede pública de ensino dos referidos países. Os resultados indicaram que mesmo sendo investidos recursos tecnológicos para equipar as escolas, bem como, o investimento em formação e capacitação para o uso destas tecnologias aos professores e também aos estudantes, o uso de tecnologias e recursos educativos digitais está muito aquém do esperado, evidenciando uma falta de iniciativa dos professores e educadores para buscar e empregar formas diferentes e/ou autônomas para usá-los em suas atividades práticas, bem como uma deficiência significativa da qualidade da formação/capacitação oferecida aos professores e educadores.

Este texto decorre do trabalho realizado pela Heliana Silva, entre setembro de 2014 a abril de 2015, no âmbito do programa de pós-doutoramento inserido no grupo de investigação em Educação, Tecnologia e Sociedade, e em particular no contexto das preocupações do Projeto Escol@ Digit@l.


 

COSTA, Fernando;  CRUZ, Elisabete & RODRIGUEZ, Carla (2015). TACCLE2 – Propostas de Atividades Didáticas Com Tecnologias Digitais. In M.J.Gomes, A. Osório & J. Valente (Eds.), Actas da IX Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, Challenges 2015 Meio Século de TIC na Educação. Braga: Centro de Competência da Universidade do Minho. 1062-1067.

O propósito deste texto é divulgar e partilhar o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto TACCLE2 – Teachers´Aids on Creating Content for Learning Environments, tendo em vista promover a integração das tecnologias digitais na aprendizagem. Os cinco livros desenvolvidos no seio do projeto incluem diferentes ideias e propostas de atividades didáticas com tecnologias digitais elaboradas com o intuito de servirem de ponto de partida para professores e educadores de infância poderem experimentar colocando as tecnologias nas mãos dos seus alunos.

Para além da Introdução de cada um dos 5 livros de atividades produzidos no âmbito do projeto TACCLE2, este  texto é o único texto em português onde se sistematiza o conjunto de ideias que presidiram à conceção e desenvolvimento das atividades com tecnologias digitais que criámos para os professores porem essas mesmas tecnologias na mãos dos alunos:

  • Costa et al. (2014). Atividades com tecnologias para crianças dos 3 aos 12 anos: propostas para professores e educadores. In Hughes, J. & Daniels, N. (Eds.). Brussels: Go! Onderwijs van de Vlaamse Gemeenschap.
  • Costa et al. (2014). Atividades com tecnologias para a área das Humanidades: propostas para tornar o ensino e a aprendizagem mais estimulantes. In Hughes, J. & Daniels, N. (Eds.). Brussels: Go! Onderwijs van de Vlaamse Gemeenschap.
  • Costa et al. (2014). Atividades com tecnologias para a área das Ciências: propostas para tornar o ensino e a aprendizagem mais estimulantes. In Hughes, J. & Daniels, N. (Eds.). Brussels: Go! Onderwijs van de Vlaamse Gemeenschap.
  • Costa et al. (2014). Atividades com tecnologias para a área das Artes: propostas para professores e educadores. In Hughes, J. & Daniels, N. (Eds.). Brussels: Go! Onderwijs van de Vlaamse Gemeenschap.
  • Costa et al. (2014). Tecnologias digitais no desenvolvimento de competências chave: propostas de atividades para professores e educadores. In Hughes, J. & Daniels, N. (Eds.). Brussels: Go! Onderwijs van de Vlaamse Gemeenschap.

COSTA, Fernando (2013). Designing Educational Multimedia Resources. In António Moreira et al (Eds.). Media in Education: Results from the 2011 ICEM and SIIE Joint Conference. New York: Springer Science+Business Media. pp. 29-40.

Versão em inglês do texto publicado originalmente em 1998 (ver em baixo)

 


COSTA, Fernando, VIANA, Joana & CRUZ, Elisabete (2011). Recursos educativos para uma aprendizagem autónoma e significativa. Algumas características essenciais [Edição em CD-Rom]. In A. Lozano, M. Uzquiano, A. Rioboo, J. Blanco, B. Silva & L. Almenida (Orgs.). Libro de Actas do XI Congreso Internacional Galego-Portugués de Psicopedagoxía. A Coruña: Universidade da Coruña. 1609-1615.   

Com a crescente oferta de oportunidades de ensino e aprendizagem formais através da Internet, passa a ser crítico o desenvolvimento de materiais de suporte a uma aprendizagem mais flexível e autónoma por parte de quem aprende. O desenvolvimento desse tipo de materiais, não deixando de constituir uma novidade para a maior parte dos agentes educativos, veio introduzir novos desafios em termos de concepção e realização de recursos de apoio à aprendizagem, embora se possa capitalizar muito do conhecimento metodológico sobre o ensino e a aprendizagem que ocorre em contextos de e formação presenciais.

A concepção de materiais e recursos educativos que cumpram a função de ajudar uma aprendizagem autónoma e significativa é pois uma questão de grande actualidade e pertinência nos dias de hoje, justificando-se, por isso, a breve reflexão aqui apresentada. Dito de outra maneira e uma vez que a aprendizagem é, em última análise, uma construção individual, parece-nos fazer sentido questionar dois aspectos essenciais quando se trata de conceber materiais de apoio: o que significa aprender de forma autónoma e quais os elementos nucleares a ter em conta na estruturação e organização de recursos e materiais de suporte a uma aprendizagem aberta, independente e flexível.

Texto escrito com intenção de sistematizar algumas das características essenciais dos recursos educativos digitais quando a intenção é a de proporcionar orientação e suporte à aprendizagem autónoma e independente, como a que é suposto realizar-se em contextos de ensino e aprendizagem a distância. 

 


COSTA, Fernando; VISEU, Sofia; VIANA, Joana & TRIGO, Ana (2008). Estratégias de desenvolvimento de materiais de auto-aprendizagem: Projectos e-Student e e-escola. In J. M. Sousa (Org.). Educação para o Sucesso: Políticas e Actores. Atas do IX Congresso SPCE. Volume II. Funchal: Universidade da Madeira. 782-801.

Mais do que a simples aquisição de saberes, tão característica dos sistemas formais de educação, ensino e formação, exige-se hoje que sejamos capazes de acompanhar os processos de mudança da Sociedade em que vivemos, nomeadamente através do uso das tecnologias de informação e comunicação em rede que estão ao nosso dispor, da participação activa em equipas de trabalho e do envolvimento individual numa aprendizagem autónoma, independente e continuada, ao longo da vida.
Uma aprendizagem que não pode, pois, resumir-se apenas aos bancos da Escola, aos momentos formais em que esta continua estruturada, aos conteúdos que ela própria elege, e à figura do professor enquanto principal decisor sobre “o quê” e “como” deve ser aprendido em cada momento. Uma aprendizagem que, pelo contrário, tem de ser equacionada para além da escola formal, quer no que isso significa em termos de deslocação do poder de decisão sobre o que aprender e como aprender para os próprios alunos, adequando-se melhor aos interesses e às necessidades de cada indivíduo, quer no que isso significa em termos de resposta às necessidades da própria sociedade em mudança e que, como já todos pudemos verificar, exige uma adaptação constante ao longo da vida.

Outro texto com o intuito de sistematizar algumas das características essenciais de recursos educativos digitais de orientação e suporte à aprendizagem autónoma e independente, com base em dois exemplos concretos de projetos em que esta ideia este presente. 


COSTA, Fernando (1998). Concepção de Sistemas de Formação Multimédia. Elaboração de um guião de autor [Edição em CD-Rom]. In Actas do 3º Simpósio Investigação e Desenvolvimento de Software Educativo. Évora: Universidade de Évora.  

O desenvolvimento de produtos multimédia envolve uma grande variedade de competências que vão desde o planeamento e gestão de projectos até ao desenho e concepção de interfaces ou à produção de imagem, som ou vídeo. Embora seja aconselhável a constituição de uma equipa de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente quando se visa uma produção a grande escala, é hoje possível ao formador individual assumir a concepção e realização de materiais multimédia que respondam, num determinado processo, a necessidades específicas de formação.

É com essa ideia de base e numa perspectiva de tirar partido dos conhecimentos didácticos e experiência pedagógica do formador que apresentamos um modelo de guião de autor em que temos vindo a trabalhar e que visa sistematizar e operacionalizar alguns dos principais aspectos a considerar no planeamento de materiais e produtos de natureza multimédia e hipermédia.

Primeiro texto meu publicado, fruto do trabalho desenvolvido, no ano anterior, para participação num curso a distância, pioneiro, da Universidade de Sevilha, a convite do Professor Carlos Marcelo Garcia. Tecnologías Multimedia para la Formación era o módulo do Curso de Experto en Organización, Desarrollo y Evaluación de la Formación Profesional Ocupacional, título próprio da Universidade de Sevilha, em que colaborei entre 1997 e 2000. Curso a distância, mas também com algumas sessões presenciais, a tutoria e acompanhamento dos formandos era realizada essencialmente através de chat e correio electrónico (módulo em castelhano).

partilhar Com... Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail this to someoneShare on Google+