Currículo Nacional

Publicações relacionadas com a integração das TIC no Currículo Nacional em Portugal.

 

CRUZ, Elisabete & COSTA, Fernando (2011). Integração das TIC no Currículo Nacional. Uma abordagem exploratória [Edição em CD-Rom]. In P. Dias & A. Osório (Eds.). Actas da VII Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na , Challenges 2011. Braga: Centro de Competência da Universidade do Minho. 371-384.  

Tendo como ponto de partida a abordagem transdisciplinar imbuída no referencial curricular recentemente definido sobre as metas de aprendizagem na área das TIC (Metas de Aprendizagem da área das Tecnologias de Informação e Comunicação), pretendemos interrogar os limites da implementação das TIC como área de formação transdisciplinar no contexto do ensino básico em Portugal e o seu potencial em termos de mudança e inovação curricular.

Com este propósito, tomam-se duas linhas de observação complementares. Por um lado, identificando e questionando os princípios e os valores que deverão nortear a integração das TIC como área de formação transdisciplinar e, por outro, considerando a especificidade das diferentes áreas curriculares, mas também a diversidade de propósitos e necessidades com que as tecnologias poderão ser equacionadas em cada uma delas.

O trabalho análise e reflexão será desenvolvido a partir da recolha de dados empíricos provenientes de três subsistemas curriculares considerados interdependentes (Gimeno, 2000): i) do subsistema de participação social e controlo, que diz respeito às lógicas de agentes com poder e autonomia na seleção e organização dos conteúdos escolares a nível macro; ii) do subsistema técnico-pedagógico, que abrange códigos, linguagens e conhecimentos produzidos e veiculados por especialistas em ; e iii) do subsistema prático-pedagógico, respeitante à forma de concretizar o trabalho escolar.

Além dos aspetos referidos, fazemos uma apresentação detalhada das várias componentes do estudo em apreço, incluindo as questões e os objetivos de investigação, e discutiremos as razões que justificam as opções metodológicas tomadas. A finalizar, e na esteira do mote central do Colóquio, propomo-nos questionar “onde estamos e para onde vamos”, procurando trazer à discussão os limites e as potencialidades desta abordagem metodológica para os estudos sobre a integração curricular das TIC.

Este texto tem como base a reflexão para a elaboração de um dispositivo conceptual-metodológico apoiado na grounded theory de Strauss & Corbin (1998), como suporte ao trabalho de investigação de Elisabete Cruz, no âmbito do Doutoramento em do In de da Universidade de Lisboa, na especialidade de Teoria e Desenvolvimento Curricular. O trabalho de análise do Currículo Nacional no que se refere à inclusão das tecnologias, havia sido iniciado pela mesma investigadora na sua dissertação de mestrado, aqui também disponível.

 

CRUZ, Elisabete (2009). Análise da Integração das TIC no Currículo Nacional do Ensino Básico. Dissertação de Mestrado em Ciências da (Tecnologias Educativas). Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.  

A problemática da integração curricular das TIC é um dos temas mais relevantes na agenda da investigação na área das Tecnologias Educativas na actualidade. Considerando a complexidade e os problemas inerentes a esta problemática, em particular a ambiguidade e a falta de clareza relativamente ao lugar e ao papel que as TIC devem ocupar no currículo, o estudo aqui apresentado visa aprofundar o conhecimento sobre o modo como, em Portugal, se perspectivam as TIC no currículo formal do ensino básico.

Seguindo os princípios metodológicos da referencialização, foi desenvolvido um “modelo de leitura” para descrever e dar sentido à informação analisada. O estudo incidiu na análise do discurso pedagógico em torno das TIC manifesto no Currículo Nacional do Ensino Básico (CNEB), segundo três focagens distintas: (1) na inclusão das TIC nos elementos curriculares estruturantes do CNEB; (2) na relação entre as TIC e as experiências de aprendizagem; (3) no tipo de saberes em TIC visados.

Não obstante as limitações inerentes ao estudo, o trabalho de análise realizado parece apontar, no essencial, para: (1) uma desarticulação da integração das TIC nos diferentes elementos curriculares; (2) uma visão restrita relativamente ao potencial das TIC para criação de experiências de aprendizagem, valorizando‐se principalmente a sua utilização enquanto “fonte de informação”; (3) uma valorização do desenvolvimento de capacidades, em detrimento de atitudes ou mesmo de conhecimentos.

Dissertação de Mestrado realizada por Elisabete Cruz sobre o lugar e o papel das TIC no currículo nacional em Portugal. Trabalho pioneiro nesta área que tive o prazer de orientar e que, naturalmente, é uma referência fundamental para quem se interessa pelo estudo das competências digitais dos alunos numa escola do Século XXI no nosso país.