Reflexões gratificantes…

Uma de muitas reflexões de uma aluna sobre o trabalho que fazemos na Licenciatura em Educação e Formação, logo no 1º ano, com jovens de 18 ou 19 anos e que nos dão grande satisfação. Sobretudo pelo que tem sido a nossa abordagem ao longo dos anos, desde 1996, com uma metodologia assente nos mesmos princípios científicos e pedagógicos fundadores, independentemente das ferramentas usadas.

Unidade Curricular: Tecnologias da Educação e da Formação – Licenciatura em Educação e Formação – 1ºano 1º semestre – Instituto de Educação, Universidade de Lisboa

Esta disciplina, tecnologias da educação e da formação, assustou-me no princípio do semestre. Pensei que estaria relacionada com o mundo da programação, aquele mundo em que eu tenho a noção de que não tenho jeito nenhum, e por isso fiquei muito receosa com o que poderia ser feito nesta cadeira.

Muito rapidamente percebi o “lema” da unidade curricular que é “aprender com tecnologias”, onde os objectivos mais determinantes seriam compreender o potencial das tecnologias digitais de informação e da comunicação para a criação de ambientes de aprendizagem online e compreender a importância da relação entre tecnologias, teorias da aprendizagem e modelos de organização curricular.

Esta disciplina proporcionou-me conhecer novas ferramentas de trabalho que farão parte deste meu percurso académico. No meu caso, falo, particularmente, do Google Drive, que desde o primeiro momento em que a professora deu a conhecer à turma as suas funcionalidades, que desde logo adopteia para a organização do meu estudo. De todas, esta foi a ferramenta que mais me auxiliou em todas as unidades curriculares do curso, principalmente quando eram feitos trabalhos de grupo, pois o grupo pode estar ao mesmo tempo a fazer o trabalho, sem se encontrar, desde que todos estejam online.

Esta cadeira apresenta uma particularidade espacial, pois as nossas aulas foram realizadas na sala com o nome de Future Lab. À primeira impressão pensei que esta sala tivesse toda equipada com as melhores e mais recentes tecnologias que o instituto poderia fornecer, mas ao entrar e ter pela primeira vez aula, aquilo que a minha imaginação tinha suscitado não correspondia totalmente à verdade.

O future lab é uma sala diferente, sim. A sua disposição é muito cómoda e nós é que decidimos como é que ela será. É uma sala cheia de luz que proporciona vários projectores, quadros, mesas, cadeiras, sofás, de modo a que nós sintamos o maior conforto possível e que tenhamos as melhores condições na utilização dos nossos aparelhos, para que o trabalho seja feito.

Como elementos de avaliação tínhamos a ficha de leitura, no meu caso sobre o texto Redes sociais na sala de aula de João Leal, o trabalho de grupo com o objectivo de fazer um recurso digital educativo e a participação oral.

A realização da minha ficha de leitura foi feita gradualmente, com alguma antecedência dos prazos descritos pela professora, li e reli o texto e depois comecei por fazêla. À medida que a ficha de leitura ia sendo feita a professora dava o feedback, e os primeiros comentários que tive à cerca da ficha demonstraram que deveria de ler com uma maior precisão aquilo que tinha escrito na ficha de leitura e voltar a ler o texto do autor para melhor explicar e explicitar o que queria transmitir. Reformulei o que me foi proposto melhorar e durante todo o trabalho o mais complicado, para mim, foi a parte da reflexão, que me obrigou a selecionar, a pensar e a refletir imenso sobre determinados temas do texto.

Esforcei-me para fazer esta ficha de leitura, principalmente, porque foi a primeira vez que fiz uma e o esforço compensou derivado à nota que tive. Mesmo com uma ficha de leitura exigente, o recurso educativo digital (RED) foi o trabalho mais frustante, complicado, difícil, cansativo, ao mesmo tempo que, divertido, exigente e colaborativo de todos.

Este foi um projecto muito ambicioso por todo o grupo e todas empenharamse arduamente neste trabalho. O primeiro passo foi pensar no que fazer, para quem o fazer, como iria ser feito. Vários “comos” surgiram até chegarmos ao “ContosQueres”.

Este projecto é dedicado a crianças dos 4 aos 7 anos, e tem como objectivo promover a leitura, bem como o seu treino ao mesmo tempo que, se aprende contos/ histórias infantis realizadas pelo grupo, através de contos que já exista, misturando a nossa imaginação para que seja a criança a decidir o rumo que quer dar à sua história.

O percurso do trabalho começou pela realização das histórias, depois começaramse a fazer os diversos cenários que ilustram a escrita e o áudio feito pelo grupo, e por fim o derradeiro desafio foi descobrir como se trabalhava no WordPress, ao ponto de o “ manipularmos” para que fosse o espaço apropriado de um recurso educativo digital.

Esta etapa foi certamente muito instável, porque eu não sabia de todo como fazer o RED no wordpress. Houve vários encontros de grupo, fora da sala de aula, para que fosse debatido como se concretizava cada etapa do projecto e para mim foi um desafio aprender a fazer um vídeo, a publicálo no youtube, a fazer hiperligações e a obter o código html.

Tudo isto para mim foi uma novidade e experiência que não tinha conseguido superar sem a ajuda de todas as minhas colegas que mais, ou menos, estavam de pé de igualdade comigo.

De toda a parte prática para mim fazer o vídeo foi o mais frustante, porque nunca achava que estava bom para ser publicado ou porque não tinha a melhor qualidade possível e por isso tive de procurar e pesquisar muito para contornar este obstáculo. Superado, o colocar tudo no wordpress, o verificar se estava tudo completo e coerente foi a parte mais chata e monótona do trabalho, mas que faz parte para que haja sucesso.

Um factor importante para a comunicação em grupo/ turma, foi o Slack. O slack foi um meio de comunicação que ajudou na partilha de trabalhos de cada grupo, no convívio, na explicação de dúvidas, na partilha dos acontecimentos da sala de aula, ou seja, foi uma espécie de diário virtual ilustrado, por fotos, vídeos, comentários, citações, explicações, e acontecimentos do diaadia, mas, apenas, sobre o trabalho que ia sendo feito dentro e fora da sala de aula. Foi importante e inovador este método de partilha de informação e foi justo ao lema da unidade curricular “aprender com tecnologias”.

O slack foi exactamente uma rede online que permitiu uma aprendizagem a todos, fosse ela individual ou em grupo, com a particularidade de ser um meio de fácil acesso, pois podiase usar tanto pelo tablet, computador ou telemóvel. Foi a primeira vez que vi uma disciplina tão apta a introduzir em si, aquilo que hoje em dia é frequente: estar online e partilhar assunto.

Durante as aulas a minha oralidade foi progredindo. Ao principio, e até mesmo no final das aulas, mas não tanto, não me sentia à vontade para partilhar a minha opinião com quem ainda eu não conhecia, mas rapidamente percebi que a timidez é algo que deverei superar, tanto para esta cadeira, como para as outras, porque em todas as aulas a partilha de conhecimentos e a apresentação de conteúdos/ trabalhos é frequente e devese agir com alguma naturalidade neste curso.

E por isso esta cadeira (como as outras) serviu para que eu treinasse a minha oralidade e diminuísse o meu lado tímido. Com esta cadeira obtive experiências, ganhei sentido de responsabilidade (para mim e para quem trabalhou comigo), senti exigência (o que servirá para projectos futuros), aprendi que os objectivos a atingir nem sempre são concretizados logo à primeira tentativa, e por isso é preciso admitir o que está errado e voltar a tentar.

Como exemplos tenho tanto a ficha de leitura, que foi sendo realizada através das várias tentativas da correção do que estava errado, como o RED que exigiu de mim paciência e não desistir quando pensamos que o trabalho não está a corresponder às expectativas, e todos estes momentos e pensamentos é que nos fazem conseguir atingir os objectivos e tornamosnos orgulhosos do empenho e esforço que dedicámos.

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