Foi mesmo uma excelente ideia, a da Cristina, de se poder utilizar apenas um slide, em 7 minutos, para cada apresentação. Depois, foi o trabalho dos próprios assistentes de responderem às questões colocadas. No meu caso, “O que fazer?” e “Como fazer?”, para levar os estudantes a uma maior implicação no processo de aprendizagem (mais capacidade reflexiva e maior interação com os colegas). Aqui fica uma panorâmica da sessão e da participação de todos os presentes.
No Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, fez-se hoje história com a realização do primeiro encontro de “jovens investigadores” de todas as áreas científicas oferecidas. O mesmo é dizer, doutorandos em Ciências da Educação já com projectos de tese defendidos.
Com uma organização interessante assente na ideia de pôr os doutorandos de várias áreas a “conversarem” entre si tendo como base o comentário de investigadores seniores, este primeiro dia acabou por ser uma experiência muito rica para todos e um bom motivo para que a experiência se volte a repetir em anos futuros. Eu estive na sala 5 e comentei os projectos da Fátima, da Leonor e do Alberto.
Eis um aspecto da sessão de abertura, antes de os jovens investigadores apresentarem os seus trabalhos.
Decorreu em Caparide, nas instalações do Ministério da Educação, a segunda sessão de apresentação das Metas de Aprendizagem às Associações Profissionais e Científicas das diferentes áreas científicas. Iniciou os trabalhos a Senhora Ministra da Educação, seguindo-se a introdução do Coordenador do Projecto, Professor Natércio Afonso, e a apresentação propriamente dita das metas, por área, por cada um dos respectivos coordenadores.
Seguiu-se um momento de comentários por parte dos representantes das Associações presentes e que, na sua globalidade, me pareceram bastantes positivos e demonstrativos do reconhecimento da importância que o projecto lhes merece. A sessão foi encerrada pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Professor Alexandre Ventura, que sublinhou também a importância estratégica que a explicitação das metas de aprendizagem pode assumir para a melhoria da própria escola!
Com a presença do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação e da Senhora Directora-Geral da DGIDC, foi apresentado o estudo de Avaliação da Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis, conduzido pelo Professor Doutor José Luís Ramos, da Universidade de Évora.
Convidado a comentar o estudo, o que muito me honrou, pude enaltecer não apenas a qualidade e riqueza do trabalho efectuado, mas sobretudo a importância de se proceder à avaliação de iniciativas como esta, pelo que isso pode significar para a tomada de decisão aos diferentes níveis (Ministério, Escolas, Professores e Educadores). Convido todos, aliás, a lerem o estudo com a atenção devida.
A iniciativa fora lançada em Setembro de 2006 pela Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação e permitiu o apetrechamento das escolas do 2º e 3º Ciclos dos ensinos Básico e Secundário do território continental português, com 27.711 computadores portáteis. Os projectos das escolas desenvolveram-se ao longo de três anos, com início no ano lectivo de 2006/2007 e envolvendo 1164 das 1212 escolas do 2º e 3º ciclo dos ensinos Básico e Secundário.
No dia 9 de Junho de 2010, tive ainda oportunidade de participar numa mesa redonda na PUC-SP, no âmbito do I Colóquio Internacional Brasil-Portugal: Perspectivas de Inovação no Campos das TIC na Educação. Colóquio sobre questões relacionadas com a integração das TIC no currículo particularmente no contexto dos dois países.
Foi a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o trabalho de distintos colegas brasileiros, como é o caso do meu xará e principal interlocutor, Fernando José de Almeida (PUC-SP), mas também com José Armando Valente (UNICAMP e PU-SP) que até aí só conhecia da leitura dos seus inúmeros textos neste domínio. Pena o Paulo Dias não ter podido estar fisicamente presente, até porque uma das ideias deste evento é precisamente a de articular as iniciativas de ambos os países e aí os Challenges são a referência principal.
Foram debatedoras (como eu gosto deste termo!) as professoras Beth Bianconcini de Almeida e Maria da Graça Moreira da Silva, ambas da PUC-SP e responsáveis pela organização do evento.
Na minha “fala”, abordei primordialmente os aspectos quanto a mim mais salientes da problemática da integração dos computadores nas escolas, isto é, o subaproveitamento do potencial pedagógico das tecnologias de comunicação e informação, e a desadequação da formação que é proporcionada aos professores e educadores para esta nova realidade.
No final da palestra sobre Integração Curricular das TIC, a propósito da definição de Metas de Aprendizagem na área das TIC em Portugal, aproveitei para apresentar o ticEDUCA2010 (19 e 20 de Novembro em Lisboa) e convidar todos os colegas brasileiros presentes no evento.
Imagem da minha participação com a palestra que fui convidado a proferir no II Seminário Web Currículo – Integração de tecnologias na prática pedagógica e no currículo – que teve lugar nos dias 7 e 08 de Junho de 2010, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, sob responsabilidade do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo.
Uma iniciativa muito interessante do Goethe Institut, em Lisboa, onde falei sobre o potencial das TIC para a aprendizagem das Línguas Estrangeiras.
Da parte da tarde, uma Workshop sobre a produção de materiais para envolvimento dos alunos na aprendizagem da Língua Estrangeira. Para Professores, com a Joana Viana.
Uma workshop promovida pela Liliana Sousa, estudante da Licenciatura em Ciências da Educação, em contexto real, numa empresa de formação (b-training ), empresa ela própria criada por ex-alunas dessa mesma licenciatura.
Foi com muito prazer que recebi e aceitei o convite da colega Elizabeth para proferir uma palestra no II Seminário Web Currículo, que terá lugar, nos próximos dias 7 e 8 de Junho de 2010, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil. Convite para apresentar o trabalho que temos vindo a realizar na área das TIC em Portugal, nomeadamente no que se refere à elaboração das Metas de Aprendizagem em TIC no Currículo Nacional, e no seguimento do Sistema de Formação e de Cetificação de Competências em TIC que recentemente desenvolvemos por solicitação do Ministério da Educação (GEPE) no âmbito do Plano Tecnológico da Educação e
Programa de Operacionalização de Metas de Aprendizagem do Ensino Básico e Secundário Sessão de apresentação para Associações Profissionais e Sociedades Científicas
Abril 2010, Caparide
Decorreu nas instalações do ME, em Caparide, a primeira sessão de apresentação do trabalho já efectuado no âmbito do projecto “Metas de Aprendizagem”. Sobre este projecto pode ler-se o seguinte no site da DGIDC:
“No âmbito da Estratégia Global de Desenvolvimento do Currículo Nacional definida pelo Ministério da Educação (EGDCN, ME, 2009), o Programa de Operacionalização de Metas de Aprendizagem consiste na concepção de referentes de gestão curricular para cada disciplina ou área disciplinar, em cada ciclo e nível de ensino, desenvolvidos na sua sequência por anos de escolaridade, entendidos de modo tendencial e passíveis de ajustamentos no interior da gestão autónoma de cada escola /unidade orgânica. Traduzem-se na identificação dos desempenhos específicos esperados dos alunos que demonstrem a efectiva concretização das aprendizagens pretendidas em cada área ou disciplina e nos domínios transversais, preconizadas nos documentos curriculares de referência (Currículo Nacional, quando exista, Orientações Curriculares, e Programa ou Orientações Programáticas da Disciplina ou Área Disciplinar).
O trabalho a produzir neste Programa consiste na concepção de referentes para o trabalho dos professores e a informação de alunos, pais e público em geral, orientando a gestão curricular para cada disciplina ou área disciplinar, em cada ciclo de ensino.
As Metas de Aprendizagem são definidas para o final de cada ciclo do Educação noBásica (em que se inclui a Educação Pré-escolar) e do Ensino Secundário, sendo a sua progressão referenciada aos respectivos anos de escolaridade.
A produção e publicação das Metas de Aprendizagem será acompanhada pela elaboração e disponibilização de exemplos de estratégias de ensino mobilizáveis e adequadas para cada disciplina ou área, e de exemplos de instrumentos e critérios de referência coerentes com uma avaliação adequada das metas visadas.”
É com grande prazer que comunico a todos que o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa vai realizar o seu I Encontro Internacional TIC e Educação em articulação com a Revista Educação, Formação & Tecnologias e com a Unidade de Investigação em Educação e Formação da Universidade de Lisboa.
Subordinado ao tema INOVAÇÃO CURRICULAR COM TIC, o evento tem como principal finalidade proporcionar um espaço de reflexão sobre práticas de integração e inovação curricular nas escolas portuguesas e em outros contextos de formação e aprendizagem.
Se é professor ou educador e se se interessa pela utilização das TIC na escola, fica desde já convidado a participar e a submeter textos sobre as suas práticas ou projectos nesta área. Se és estudante, esta será uma oportunidade para contactares com a organização e realização de eventos científicos na área das TIC em Educação.
Uma das formas de todos se envolverem desde já (professores e estudantes), é a inscrição e participação activa nas actividades que se irão desenvolver online na rede social criada expressamente para o evento, em http://ticeduca.crowdvine.com. Inscreva-se, participe e passe a palavra!
Seria um eremita do Século XXI, claro, pois levaria a Internet atrás. Será isto o princípio do conectivismo? Uma afirmação politicamente correcta? Ou sintoma de adição?
Vamos esperar para ver…
O Ministério da Educação, em conjunto com o Observatório do Plano Tecnológico da Educação (OPTE), realiza nos dias 11 e 12 de Março de 2010, no âmbito da Futurália, o seminário internacional subordinado ao tema O Plano Tecnológico da Educação – Avanços e Propostas. O evento tem lugar no Auditório II do Centro de Reuniões da Feira Internacional de Lisboa (FIL) e tem como ponto de interesse a apresentação dos estudos empíricos entretanto realizados sobre a implantação do Plano Tecnológico da Educação. Para mais informações visitar o sítio www.pte.gov.pt/seminario2010
O Núcleo de Estudantes de Educação da Universidade do Minho (NEDUM) organiza o III ENECE (Encontro Nacional de Estudantes de Ciências da Educação, Educação e Ciências da Educação e da Formação) e teve a gentileza de me convidar para participar numa mesa redonda para falar sobre as implicações do Plano Tecnológico da Educação no nosso país. Aqui fica a base da minha “fala” como diriam os colegas brasileiros.
Mais uma singela homenagem ao Professor Mialaret, grande amigo de Portugal e grande referência das Ciências da Educação. Lisboa, XVIII Colóquio Nacional da AFIRSE. Fevereiro de 2010. Ver vídeo no YouTube.
Foi com enorme satisfação que pude apresentar o livro sobre os trabalhos da conferência Creative Learning Markeplace. Não sendo propriamente as actas do evento que teve lugar em Outubro em Lisboa, acaba por ser o espelho do que aí se passou de mais significativo sobre as questões da aprendizagem e da aprendizagem criativa.
O Portal Aprender Com Tecnologias completou o seu 7ºaniversário no passado dia 4 de Dezembro de 2009.
Continua a ser uma referência de grande utilidade para a comunidade de Professores e Educadores que se interessam pelo uso das Tecnologias em Educação, contando já com mais de 5600 membros registados.
Para todos os interessados na problemática de ensinar e aprender na Sociedade dos nossos dias e para assinalar a data, aqui fica a Newsletter com algumas propostas de actividades e produções recentes.
Finalmente acessível (mas não publicado ainda) o Volume 2 do Estudo sobre Competências TIC desenvolvido no âmbito do Eixo “Formação” do Plano Tecnológico da Educação: Referencial de Competências TIC para Professores e Educadoresem Portugal
Costa, F. [Coord.] (2009). Competências TIC. Estudo de Implementação. (Vol.II). Lisboa: GEPE/ME.
Aqui fica a apresentação que serviu de base à sessão de encerramento das Jornadas sobre Portafólios electrónicos que teve lugar na Faculdad de Educación da Universidade de Santiago de Compostela.
Apesar dos atributos reconhecidos aos portefólios para fins educativos, a sua utilização efectiva parece estar ainda muito longe de se generalizar e de fazer parte do quotidiano de professores e alunos, independentemente do nível de ensino que consideremos.
Por que razão os portefólios não são ainda uma prática regular nas nossas escolas, e que dificuldades são identificadas por aqueles que já ensaiaram e reflectiram sobre essa problemática, são algumas questões que colocámos a propósito da participação neste encontro e que servem de linha de orientação para a apresentação e discussão aqui proposta.
Pareceu-nos, em síntese, que poderia ser importante sistematizar alguma informação, com base na literatura recente sobre a utilização de portefólios com fins educativos, que pudesse ajudar a compreender o que dificulta a adopção deste meio, nomeadamente como estratégia de suporte à aprendizagem, no caso dos estudantes, de desenvolvimento profissional, no caso dos professores, ou mesmo de desenvolvimento da instituição escolar enquanto organização.
Creative Learning – Innovation Marketplace foi mais um evento organizado em Portugal na sequência de outros eventos internacionais de grande sucesso, como foi o caso do eLearning 2007. Este ano, inserido no âmbito da dinamização do Ano Europeu da Criatividade e Inovação, a iniciativa assentou “na convicção de que se deve contribuir para a passagem a um estádio superior de competências e desenvolvimento das empresas e das pessoas”.
Eis a apresentação da síntese final da conferência que tive o privilégio de fazer com base no trabalho dos relatores das diferentes sessões de trabalho. Pode ainda ver a gravação da sessão.
Afinal a conferência que o Prof. José Luis Rodríguez Illera veio fazer no âmbito do mestrado em tecnologias educativas na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UL foi mesmo o aperitivo para um outro evento realizado no nosso país, em Óbidos, mas com participante de muitos outros lugares onde o tema está na mó de cima.
Almoço de antigos colegas do Curso de Psicologia, trinta anos depois!
Nada de apontamentos fotocopiados, relatórios feitos com máquina de escrever e telemóveis, nem sonhá-los!
Na era dos blogues, como não poderia deixar de ser!
29 de Maio de 2009 – Primeira reunião do Conselho Científico do Observatório do PTE – Universidade Católica, Lisboa
Membros do Conselho Científico do Observatório do Plano Tecnológico da Educação:
- Roberto Carneiro (Presidente)
- António Andrade (UCP)
- Fernando Albuquerque Costa (UL-FPCE)
- Paulo Dias (UMINHO)
- António Dias Figueiredo (UC)
- José Lagarto (UCP)
- João Filipe Matos (UL-FC)
- António Moreira (UA)
- Helena Peralta (UL-FPCE)
- José Luís Ramos (UE)
- Victor Teodoro (UN-FCT)
Uma sala cheia de pessoas interessadas em conhecer a proposta de formação e certificação de professores em TIC. Realizado no âmbito dos Challenges 2009, Conferência Internacional de TIC na Educação, foi a primeira oportunidade que a comunidade educativa portuguesa teve de ouvir falar do estudo e poder colocar questões a alguns membros da equipa que o elaborou.
Quem tiver interesse em ler o estudo na íntegra pode descarregá-lo no site do plano tecnológico da educação ou então no site onde se faz a sua divulgação: aprendercom.org/pte
Para além da conferência, muito interessante, tivemos a oportunidade de poder contar com o Professor José Luis em vária sessões de trabalho com os alunos do mestrado em Tecnologias Educativas.
Foi um prazer receber uma tão importante missão brasileira interessada em saber pormenores sobre o estudo sobre as Competências TIC que elaborámos para o ME. Vindos por ocasião do Challenges 2009 e a convite do Professor Paulo Dias, da Universidade do Minho, foi a oportunidade de conhecer e trocar ideias com colegas de universidade brasileiras, responsáveis do ministério da educação e assessores do presidente Lula.
No âmbito do Mestrado em Tecnologias Educativas, o Prof. Doutor José Luis Rodríguez Illera da Universidade de Barcelona irá proferir, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de lisboa, uma conferência em torno da aplicação educativa das narrativas digitais. Dia 8 de Maio pelas 15horas.
Eis dois bons exemplos do que podem ser relatos digitais (pessoais): o relato do Fernando Colombo (Where do I belong?) e um sobre Un sueño!
A Universidade Autónoma Metropolitana do México foi a nossa anfitriã e este o grupo que deu o pontapé de saída para um projecto que se adivinha interessante. A ver vamos!
Antes da reunião com colegas de diferentes universidades da América Central e Espanha, tempo para visitar talvez um dos conjuntos arquitectónicos mais impressionantes do mundo. Um tributo aos Deuses! Ali mesmo em frente o templo à Lua…
O abandono escolar nos primeiros anos da universidade é um problema sentido por muitas instituições de ensino superior com especial incidência em países da América Latina. Daí a ideia de constituir uma rede ibero-americana de universidades com o objectivo de encontrar estratégias que possam ajudar a resolver a situação de muitos estudantes. Daí a ideia de perceber como é que as tecnologias de comunicação e informação poderão contribuir para esse objectivo.
Uma preciosidade para quem se interessa pelas questões das tecnologias em educação! Como eram as coisas há 50 anos atrás? O que dizia a investigação? Quais as preocupações principais dos professores? Que máquinas eram usadas? O que faziam os alunos?As respostas a estas e outras perguntas num exemplar de uma revista da especialidade dessa altura. Que riqueza!!!
Visite o Tecnologias Que Ajudam a Pensar, site especialmente dedicado à análise do potencial pedagógico nas novas ferramentas, para os objectivos de elaboração e desenvolvimento de portefólios. Disponível uma metodologia de análise proposta, bem como os respectivos instrumentos.
Escola-Família-Tecnologias, eis a base do projecto do João para envolver os pais na educação dos seus filhos. Salesianos, 2009! A fazer-me recordar e revisitar as andanças pelo Luxemburgo há cerca de 20 anos atrás. Dessa feita para ajudar a promover o sucesso das crianças portuguesas emigrantes em escola inóspita. Escola que os segregava positivamente, remetendo-os para classes especiais quando a aprendizagem não correspondia aos padrões dos colegas luxemburgueses. Escola que os considerava menos inteligentes porque não aprendiam matemática… Pois, se era ensinada em Alemão! Quase propositadamente, diria eu, para que as coisas socialmente ficassem no seu devido lugar!
Grave é que, tanto quanto sei, vinte anos volvidos, a situação não é muito diferente! Malgré tout!
A Sílvia vai fazer estágio na PIXELearning, uma empresa na área dos “serious games” no Reino Unido. A oportunidade para aprendermos mais sobre um assunto com enorme potencial para a aprendizagem!
Aí estão as actas da Conferência de Lisboa sobre e-Learning realizada por ocasião da Presidência Portuguesa da União Europeia em 2007. E aqui meu report da sessão de encerramento:
Costa, F. (2008). Beyond Lisbon: Session report. In eLearning Lisbon 07 Conference Proceedings. Lisboa: Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação. 40-43.
Dez anos depois do primeiro Challenges, decorrerá este ano mais um evento organizado pelo Centro de Competência da Universidade do Minho. Tendo sido uma vez mais convidado a participar, desta feita na organização do painel em tornos das questões da relação ente Digital e Currículo, eis o mote para quem quiser aparecer e apresentar uma comunicação nessa área específica:
Introdução ao Painel Digital e Currículo
Nunca como no início do Século XXI foi tão pertinente colocar no centro da discussão a relação entre Digital e Currículo. O mesmo é dizer, a relação entre a tecnologia digital como linguagem de comunicação e expressão de ideias, com elevado potencial para fazer e aprender de modo diferente, e a necessidade sentida de novos ambientes de aprendizagem, estimulantes, que permitam, sustentem e aumentem a capacidade de criação de conhecimento por cada indivíduo.
O que significa essa relação para a comunidade educativa em geral e, em particular, para quem tem a responsabilidade de determinar e pôr em marcha as mudanças necessárias, é o que no âmbito deste painel se propõe para reflexão.
Se, do ponto de vista curricular, não mais faz sentido a adopção de modelos de organização e de construção do currículo centrados nos conteúdos e na sua transmissão pelo professor, pelo manual escolar ou mesmo por recursos tecnologicamente mais evoluídos, o desafio será precisamente o de conseguir tirar partido do potencial das novas tecnologias para criar oportunidades de aprendizagem mais sugestivas, desafiadoras e consonantes com paradigmas em que se privilegia a acção de cada um, a interacção com o outro, a criação colaborativa, mas também o acesso às fontes, a materiais autênticos, a especialistas, enfim, ao conhecimento na sua forma mais genuína.
O que significará isso em concreto, numa altura em que é tão saliente a força das imagens e em que a própria caducidade do conhecimento é cada vez mais uma realidade?
Que mudanças do ponto de vista metodológico terão de verificar-se nos processos de ensinar e de aprender?
Que tipo de recursos tecnológicos é necessário desenvolver para sustentar e permitir a adopção de tais paradigmas?
Que competências deverão ter professores e educadores para o poderem fazer com sucesso?
Eis algumas das questões que aqui deixo como estímulo à reflexão e à discussão no seio do painel que tenho o prazer e o privilégio de organizar.
Foi neste encontro mundial, promovido pela Microsoft, que o nosso PTE foi apresentado pelo senhor Secretário de Estado Jorge Pedreira. Portugal esteve, aliás, em grande neste encontro de líderes. Cuidado, porque estão todos os olhos centrados no Magalhães!
É enorme, de facto, a expectativa de todos sobre o que estamos a fazer em Portugal, como estamos a introduzir os computadores, o que catapulta a responsabilidade do nosso país nesta área.
Daqui a um ano ou dois, as respostas terão mesmo de existir! Caso contrário…
Apenas uma imagem do que pode vir a ser em breve a interacção dos alunos com o professor em plena aula!
Uma aula de Matemática (nível 6) de cerca de vinte minutos a que pudemos assistir e em que o poder da acção do professor é fortemente aumentada por uns aparelhozinhos em tudo parecidos com telemóveis. Talvez por isso a também forte compenetração dos alunos…
Um fórum mundial em que tivemos o privilégio de participar e onde nos pudemos aperceber de como as coisas evoluem nos 4 cantos do globo. Interessante foi também a visita a uma escola elementar em Chelsea com várias classes em que, curiosamente, predominam alunos portugueses. Vá-se lá saber porquê!?
O Portal APRENDER COM TECNOLOGIAS completou o seu 6ºaniversário no passado dia 4 de Dezembro de 2008.
Conta já com mais de 5.000 membros registados, continuando a ser uma referência de grande utilidade para a comunidade dos que se interessam pelo uso das Tecnologias em Educação. Entre eles professores, alunos do ensino superior e profissionais ligados ao ensino e à formação.
Para todos os interessados na problemática de ensinar e aprender na sociedade dos nossos dias e para assinalar a data, aqui fica mais uma Newsletter com algumas propostas de actividades e produções recentes.
Deixo aqui a Introdução, em português, do livro que organizei com Adelina Laranjeiro, da Associação de Professores de Sintra, no âmbito do Projecto Digifolio, intitulado “e-Portfolio in Education. Practices and Reflections“. Pode já descarregar a versão digital do livro.
Eis o resultado de um estudo sobre a implementação de Competências TIC nas escolas portuguesas. O estudo foi apresentado publicamente no CCB, no passado dia 25 de Novembro de 2008. Contou com a presença dos coordenadores do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, e do Plano Tecnológico da Educação, João Trocado da Mata, e dos directores dos Centros de Formação de Associações de Escolas de todo o país.
Aprender em rede: desafios para a criação e desenvolvimento de comunidades virtuais de aprendizagem Fernando Albuquerque Costa
Universidade de Lisboa
f.costa@fpce.ul.pt
Resumo Esta comunicação tem como principal objectivo reflectir sobre o que significa aprender em rede, mas também sobre o que isso implica, pelo menos do ponto de vista pedagógico, para os processos de criação e de desenvolvimento de comunidades virtuais de aprendizagem.
Embora a expressão “Comunidades Virtuais de Aprendizagem” possa ser entendida de formas muito diversas, assume-se aqui uma acepção que, em linhas gerais, nos remete para as oportunidades de aprendizagem que um conjunto de indivíduos, enquanto grupo mais ou menos organizado, exclusivamente ou não, pode vivenciar num determinado ambiente online (Costa e Peralta, 2008).
Essas oportunidades de aprender, de forma mais ou menos estruturada, sem necessidade de frequentar fisicamente uma escola, constituem uma alternativa cada vez mais presente na sociedade em que vivemos, justificando-se, por isso, a reflexão em torno das questões subjacentes, nomeadamente em termos de estratégias de organização, mediação e avaliação, mas também, do lado daquele que nela participa, em termos de auto-organização, auto-aprendizagem ou auto-avaliação.
É com base nessa dupla abordagem, a dos que assumem a responsabilidade de criação e manutenção de comunidades virtuais de aprendizagem e a dos que nelas assumem o papel de participantes, que se estrutura a reflexão aqui apresentada, equacionando alguns dos principais desafios com que uns e outros se confrontam.
Futurália is the largest exhibition relating to Youth, Qualifications and Employment in Portugal. This is an initiative of the Portuguese Industrial Association and takes place from December 10th to 13th, at the International Fair of Lisbon, Parque das Nações.
Within the framework of the current process of school’s technological modernisation and innovation in Portugal, the purpose of this conference is to address the present and future of the new approaches to learning processes. In partnership with universities, companies and associations and in the scope of the 2008 edition of Futurália, the Ministry of Education hosts the Lisbon Conference on the Future of Learning.
This conference, to be held on December 12th, will gather high governmental representatives and decision makers from the national and international public sector, companies and professionals in the Knowledge Society and some of the most renowned national and international specialists and researchers on ICT and innovation in teaching and learning.
New Learning Paradigms (morning), that emphasizes the approach to new paradigms on the field of learning, such as ICT enabled learning environments and communities of practice;
Education, Creativity and Innovation (afternoon), that stresses innovation and creativity as key players in the future the teaching/learning process;
Networking Learning Communities, that understands collaboration as a fundamental toll for a new understanding of the relationships between education communities.
Missão científica resultado de um convite formulado pelo Professor Philipe Abrami para visitar o centro de investigação de que é responsável (Centre for the Study of Learning and Performance). Convite que surge de contactos anteriores efectuados aquando da participação no International Seminar about Digital Portfolios in Education, que teve lugar em Helsínquia no passado mês de Maio. Foi, aliás, a problemática dos portefólios e da sua utilização em contexto educativo que nos aproximou dos colegas canadianos, dado ser essa uma das principais áreas de investigação e de desenvolvimento do referido Centro e ser também uma área de interesse nosso, na linha do trabalho anteriormente desenvolvido no âmbito do Projecto Digifolio - Digital Portfolio as a strategy for teachers’ professional development.
Itinerário de uma visita a uma universidade canadiana (Concordia, Montreal) onde a construção de portefólios electrónicos é uma realidade. Uma realidade que, espero, possamos vir a ter em Portugal.
Monday, November 3
10:00 – 12:00 – Introductory meeting with Phil & Anne & tour of our design facilities
- Share updates on development & ePEARL projects in Canada & Portugal
- Discuss objectives for the visit
- Introduce you to the team
12:00- 1:30 – Lunch with Phil & Anne
1:30 – Transport to teacher training session on ePEARL at local high school
2:00 – 3:15 Observe ePEARL training session for teachers with Liz
- Will provide overview of the newest version of ePEARL
- Will introduce visitors to our method of training for ePEARL
- Will provide insights into the related issues of training and scaling up involved when working with classroom teachers
6:00 Meet at hotel lobby – Dinner out with Phil, Anne & Liz
Tuesday, November 4
10:00 – 12:00 Meeting with Design & Development Team (Catherine, Vlad, Lindsay & Liz)
- Discuss the technical aspects involved in translating ePEARL
- Address the related tasks of providing support materials (videos, lesson plans, tutorials, etc.)
12:00 Lunch with Phil
Wednesday, November 5
10:00 – 12:00 Meeting with Phil, Anne, & Liz
- Review highlights of the visit
- Plan next steps Re: ePEARL
O Colóquio Internacional EUTIC é um espaço de reflexão sobre as utilizações das Tecnologias da Informação e Comunicação – T.I.C. – nos quadros do desenvolvimento sustentável. Em 2008 teve lugar entre 22 a 25 de Outubro na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
No segundo dia do evento, coube-me moderar a sessão sobre “As grandes questões do e-Learning”, em que participaram colegas oriundos de diferentes países e reportando-se a diferentes contextos de concretização da problemática em discussão:
Katerina Kapelou; Mary Fournari – Consultant of Education – Grèce; Kindergarten Teacher – Grèce – The results in preschoolers’ knowledge and their intercultural education by e-twinning using
Didier Baltazart – Université Reims Champagne Ardenne – France – Les e-books, retour gagnant?
Lídia Oliveira; Maria José Loureiro – Universidade de Aveiro – Portugal - La génération de communautés d’apprentissage – le cas de l’école basique et secondaire au Portugal et l’adhésion à MOODLE
Soufiane Rouissi – Université de Bordeaux 3 – France – Mise en place d’une formation à distance: entre plateforme dédiée et assemblage d’outils logiciels
Pierre Morelli – Université Paul Verlaine – Metz, France – Blog et tourisme durable. L’exemple de la Tunisie
Didier Paquelin – Université de Bordeaux 3 – France – Développement des pratiques de formation à distance : au carrefour des mondes et des territoires
Como é que um simples portátil pode mudar a escola? Reflexões brevemente aqui!!!!
Pela mão de Don Tapscott, eis aqui talvez uma das mais explícitas manifestações de apreço sobre o que está a ser feito no nosso país na área das tecnologias para fins educativos. Embora com alguns lapsos e referências menos correctas (veja-se o que é dito sobre a preparação dos professores), é sem dúvida o espelho da grande atenção que é dada à “operação Magalhães” fora de Portugal!
A utilização de portefólios como estratégia de aprendizagem é de facto um tema que interessa muitos professores e muitos dos que trabalham na formação. Foi isso que constatámos na Workshop sobre a temática de um seminário promovido pelo IEFP, no passado dia 15 de Outubro, e em que tive oportunidade de apresentar algumas pistas para aqueles que o pretendem fazer usando as tecnologias.
Aqui ficam alguns tópicos tratados na sessão que podem eventualmente interessar outros colegas. Portefólio digital
A pedido de várias famílias, e porque vem a propósito (acho que vem sempre a propósito!), aqui fica o link para um programa que a RTP tem há muito tempo sobre estas coisas das tecnologias. Se se interessa pelo tema, nomeadamente, sobre a utilização das TIC na escola, é só dar um salto até ao minuto 15. (Ver no Media Palyer)
Comunidades de Prática foi o tema do Painel que abriu o segundo dia do Caldas Moodle e que tive o privilégio de moderar. Contando com a experiência e o saber de colegas representando 3 contextos diferenciados, foi um painel descontraído, mas com grande riqueza de ideias, pelo menos a avaliar pelo feed-back que recebemos. Se quiser fazer a sua própria avaliação, pode assistir à gravação feita e disponibilizada pelo António Reis, um dos participantes mais activos do encontro.
A Educom, Associação Portuguesa de Telemática Educativa realizou, em 12 e 13 de Setembro de 2008, o II Encontro Moodle e Comunidades de Aprendizagem, “CaldasMoodle’08″. Na sequência do primeiro encontro, realizado em 2007, o CaldasMoodle‘08 teve como objectivo proporcionar um espaço de encontro de todos quantos em Portugal se interessam ou são já utilizadores da plataforma Moodle para fins pedagógicos.
A ideia central deste segundo encontro visava permitir a partilha e a reflexão em torno das experiências entretanto desenvolvidas, no terreno, por alunos e professores. O encontro contou, este ano, com um espaço para apresentação de comunicações para divulgar casos concretos de “Boas práticas com o Moodle”. Como ponto de partida para essa reflexão foram colocadas, entre outras, as seguintes questões:
Como foi utilizada a plataforma Moodle?
Para que objectivos em concreto e em que áreas específicas?
Como reagiram os alunos?
Que tipo de actividades desenvolveram?
Que avaliação fazem os professores dos ganhos proporcionados com a sua utilização?
Com que dificuldades se defrontaram?
De que maneira permitiu a plataforma ultrapassar o isolamento em que habitualmente se trabalha?
Que impacto tiveram as actividades desenvolvidas no seio da escola? E ao nível da comunidade?
Que lições se podem extrair de mais um ano de trabalho?
Um projecto editorial para a área das tecnologias na formação e na educação em Portugal! Convidam-se todos os que queiram dar a conhecer as suas práticas ou reflexões sobre estas problemáticas!
Fernando Albuquerque Costa
University of Lisbon
Portugal
Abstract: The objective of teachers’ personal and professional development is an excellent reason to reflect upon the innovation issues in education and a rare opportunity to implement the use of technology in the teaching practices. The most recent developments of digital technologies such as social software and Web 2.0 technologies allow experiencing new organizational and knowledge building that state the diversity and multiplicity of purposes.
Based on the reflection on these two aspects comes up a proposal for the analysis and evaluation of these technologies which nowadays may easily be accessed by the educational community and may be used in the process of learning if used also as a meta cognitive and reflective strategy about teaching. Accordingly, this paper especially aims helping teachers in that process, providing an analysis grid of those technologies based on their pedagogical potentialities for the building of new ways teaching and learning.
Seminário promovido pelo Centro de Competência da EDUCOM. Convidado pela segunda vez, desta feita para reflectir com o meu amigo Rui Páscoa, sobre as questões da formação de professores.
Las comunidades virtuales son un fenómeno nuevo, posibilitado por las tecnologías de la información y de la comunicación, que se da en multitud de ámbitos desde los intereses de un grupo ciudadano hasta las macro-comunidades que aparecen en Internet. Su utilidad en educación ha quedado manifiesta por la creación de entornos de aprendizaje colaborativo, que en muchos casos se han ido convirtiendo en auténticas comunidades de aprendizaje. En ámbitos no institucionales, así como de la empresa, han surgido las denominadas comunidades virtuales de práctica, que son una variante de las comunidades de práctica que se dan en situaciones interpersonales.
Todo este campo emergente apenas ha sido analizado en sus consecuencias para la educación y las nuevas formas de aprendizaje que van surgiendo en la sociedad de la información. En este libro se encuentran varias aproximaciones, de pedagogos y psicólogos, que describen experiencias e investigaciones realizadas en estos últimos años en diversos países y tipos de instituciones, y que contribuirán a que el tema de las comunidades virtuales sea más conocido en nuestro entorno.
Um livro que importa ler sobre esta problemática e que conta com um artigo que escrevi com a Helena Peralta:
Costa, F. & Peralta, Helena (2008). Comunidades Virtuales de Aprendizaje. El punto de vista de los participantes. In J. L. Illera (Ed.), Comunidades Virtuales de Práctica y de Aprendizaje. Barcelona: Publicacions y Edicions Universidad de Barcelona. 25-56.
Presença assídua nas reflexões a propósito do que significa ensinar e aprender na chamada sociedade da informação e do conhecimento, as “tecnologias educativas” são hoje um aspecto incontornável para todos quantos intervêm ou têm de alguma maneira responsabilidade no campo da educação: pelo potencial transformador da própria escola que muitos lhe atribuem, nomeadamente enquanto estratégia para fazer face à complexidade do mundo em que vivemos, à incerteza e caducidade dos saberes – à volta dos quais essa mesma escola sempre se organizou -, mas principalmente enquanto alternativa ao modo como criamos e nos relacionamos com o conhecimento.
Embora a selecção de obras aqui apresentada tenha como principal referência o tempo das tecnologias analógicas, nomeadamente através dos contributos marcantes, ainda que epistemologicamente antagónicos, de Skinner e Papert, é claramente o mundo digital e as potencialidades da Internet que mobilizam hoje os investigadores.
É precisamente esse caminho que o(a) convidamos a fazer por entre os livros desta mostra bibliográfica.
Costa, F. (2008). A utilização das TIC em contexto educativo. Representações e práticas de professores. Tese de doutoramento em Ciências da Educação (documento policopiado). Universidade de Lisboa.
Partindo da constatação dos baixos índices de utilização de software educativo e de outros recursos informáticos existentes nas escolas portuguesas, e de que a formação de professores, como tem vindo a ser realizada, é desadequada ao objectivo de preparar convenientemente os professores para o uso das TIC, o estudo aqui apresentado teve como principal finalidade identificar estratégias de trabalho que pudessem contribuir para esse objectivo.
Na prática, foi possível implementar uma proposta de formação concebida com base na literatura sobre a problemática das tecnologias em contexto educativo, sobre os factores que facilitam ou inibem a sua adopção, nomeadamente enquanto factor de inovação curricular, e sobre práticas de preparação de professores para ensinarem com tecnologias.
Uma proposta assente na convicção de que é absolutamente decisivo o recurso a estratégias que permitam a modificação de atitudes face às novas tecnologias, através da tomada de consciência da importância, utilidade e potencial que essas tecnologias podem trazer ao processo de aprendizagem e de que a formação deve dedicar atenção especialmente ao modo como os professores adquirem o conhecimento sobre as tecnologias.
A análise das representações dos professores relativamente à adequação do programa de formação e das alterações percebidas ao nível das suas atitudes, das suas práticas e da confiança com que passaram a encarar, ou não, o uso dos computadores com os seus alunos e sobre os factores que condicionam o maior ou menor uso das tecnologias na escola em geral foi, do ponto de vista metodológico, o eixo central da investigação e a análise qualitativa o principal instrumento de análise de dados.
Apesar de algumas limitações inerentes ao estudo, dada a considerável complexidade e multiplicidade de factores envolvidos, concluímos com a apresentação de um conjunto de pistas para o desenho de projectos futuros que visem a preparação dos professores para a integração das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE
TIC em contexto educativo, Factores condicionantes do uso, Representações e práticas, Formação de professores.
Esta obra visa divulgar o trabalho que é realizado nas escolas portuguesas com recurso às tecnologias de informação e comunicação (TIC) e a investigação que vai sendo desenvolvida nas nossas universidades sobre o que significa ensinar e aprender com tecnologias. Incluindo vinte capítulos, organizados em quatro partes (Contextos, As TIC e a escola, Formação de professores, Recursos e aprendizagem), conta com o contributo de alguns dos mais conceituados especialistas portugueses nesta área e é prefaciada por António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa e uma das principais referências no pensamento sobre a educação em Portugal.
Surge nos primeiros anos do século XXI, um século já fortemente marcado pela banalização das tecnologias digitais nos mais diferentes domínios da intervenção humana, mas também numa altura em que a incerteza e a complexidade do mundo em que vivemos e a caducidade dos próprios saberes ¿ saberes que constituíam, antes, o principal esteio da escola ¿ exigem que os indivíduos sejam preparados de forma diferente e dela saiam com as competências indispensáveis para serem bem sucedidos em contextos profissionais cada vez mais exigentes, competitivos e altamente selectivos.
É, pois, numa linha de reflexão sobre o que se faz no nosso país, que convidamos o leitor a mergulhar nesta obra. Destinando-se, preferencialmente, a professores e a investigadores, mas também a todos quantos têm responsabilidades na educação e aos cidadãos em geral, esperamos que possa constituir um bom porto de partida para o questionamento que se impõe.
A obra pode ser adquirida via Webboom. Ver índice…
Vem este título a propósito de uma reflexão com que António Nóvoa nos confrontou, no passado dia 16 de Abril, por ocasião do lançamento do livro “As TIC na Educação em Portugal. Concepções e práticas” editado pela Porto Editora, parafraseando Daniel Hameline, que dizia que “não há nada pior do que a moda na área da educação”.
Ora, é precisamente a isso que temos assistido no campo específico das tecnologias educativas, desde que, no início do século XX, iam entrando nas nossas escolas as novidades de cada momento.
Sendo hoje muito diferentes e espelhando o rápido desenvolvimento tecnológico verificado nos anos mais recentes, é precisamente nas novidades que muitos centram a atenção, seduzidos sobretudo pelo seu potencial técnico e acabando, muitas vezes, por relegar para segundo plano aquilo que na escola deveria assumir um papel central – a aprendizagem. Ou, por outras palavras, a compreensão do que essas tecnologias, cada vez mais poderosas, vêm acrescentar ao modo como aprendemos, ao modo como pensamos, ao modo como nos relacionamos com o conhecimento, enfim, do que significa viver e trabalhar na chamada sociedade da informação.
De facto, em vez de se aproveitar a oportunidade para se repensarem os processos e objectivos da escola tal como a conhecemos, deixamo-nos seduzir pelo brilho de cada novo “gadget”, esquecendo com uma facilidade impressionante o que é essencial e o que poderíamos fazer para transformar as nossas práticas, ajustando-as aos novos desafios, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista social. Só aí seria legítimo falar, em boa verdade, de inovação.
Sendo o menos fugaz dos três conceitos aqui trazidos à liça, é por definição, também, aquele que mais garantias ofereceria de que estaríamos no caminho certo, enquanto profissionais que sabem o que querem e que, nesse contexto, são capazes de não se deixar ofuscar pelo brilho da tecnologia, perseguindo a melhoria e a transformação do modo como habitualmente se fazem as coisas na escola.
Aproveitar o “efeito novidade” ou as constantes vagas tecnológicas seria, pois, um bom indicador de profissionalismo e de maturidade profissional.
Profissionalismo que noutras profissões seria impensável não incluir a marca tecnológica dos nossos tempos, pelo constante valor que as tecnologias de informação e comunicação acrescentam ao modo como as coisas eram feitas. Seria impensável, por exemplo, que um cirurgião não fosse capaz e não tivesse a preparação necessária para tirar partido do equipamento disponível, com o que isso terá implicado em termos de esforço e investimento pessoal na aprendizagem, mas parece que continuamos a aceitar pacificamente que isso não deve fazer parte da responsabilidade profissional de cada professor.
Ainda que as práticas não mudem sem que cada um reconheça a necessidade e o benefício que pode trazer determinada mudança, e seja necessário tempo bastante para que as transformações desejadas se operem, não deixa de ser a inovação, seguramente, de entre os três conceitos aqui confrontados, o único capaz de “mexer” efectivamente com os seculares alicerces em que sempre assentou a escola.
Fazer diferente, mas, sobretudo, fazer melhor, será talvez o segredo para aproveitar a(s) onda(s). A onda do Moodle, por exemplo!
Ficam, por isso mesmo, convidados a dar conta da vossa experiência com o moodle no segundo encontro nacional que terá lugar, em Setembro, nas Caldas da Rainha – CaldasMoodle’08
Fernando Albuquerque Costa
Artigo para publicação no nº3 da revista “Casa das Linguagens”
Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Cova
Pode ouvir cada uma das intervenções (Professores João Filipe de Matos e Lúcia Amante), com um intervalo pelo meio, antes de ouvir a intervenção do Professor António Nóvoa.
Na linha do que há uns tempos atrás tinha organizado sobre a pertinência da utilização de portefólios digitais em contexto de reconhecimento e validação de competências, eis um novo convite, desta feita sobre a utilização de “Comunidades Virtuais de Aprendizagem” para o mesmo fim. Ou, pelo menos, a criação de “Ambientes Virtuais”, pois é grande a distância entre estes dois novos conceitos…
Mesa-redonda em que tivemos oportunidade de reflectir um pouco em torno de algumas questões sobre as quais o conhecimento ainda é reduzido. Como era reduzido no tempo das descobertas o conhecimento sobre os mares e as terras para lá do mar:
Costa, F. & Peralta, H. (2007). Comunidades virtuales de aprendizaje: El punto de vista de los participantes. Revista Electrónica Teoría de la Educación. Educación y Cultura en la Sociedad de la Información, 8(3). 23-59.
Este artículo tiene como objetivo reflexionar sobre una experiencia de enseñanza y aprendizaje, en una asignatura del curso de Master en Ciencias de la Educación (especialización en Tecnologías Educativas) organizada bajo la forma de una Comunidad Virtual de Aprendizaje. Se analiza la visión de los participantes en esa Comunidad Virtual de Aprendizaje a la luz de la teoría del currículum, enfatizando el proceso de desarrollo de los aprendizajes vividos y, en especial, los factores considerados esenciales, por los participantes, ya sea en la creación de una comunidad de aprendizaje, o en su dinámica de funcionamiento.
Siendo eminentemente exploratorio, este estudio tuvo como base el responder, por parte del conjunto de alumnos que cursaban la asignatura, a un cuestionario con preguntas abiertas, un año después de haber sido concluida la formación académica. El análisis de las respuestas se realizó en dos etapas complementarias: Una, centrada en el contenido de las respuestas a cada una de las preguntas del cuestionario, teniendo como objetivo captar la percepción de los exalumnos sobre cada uno de los temas preguntados y, así, representar la estructura de relaciones resultante; la otra, de carácter transversal y holística, tomando como base el resultado de la primera, buscando caracterizar la perspectiva de los participantes encuestados sobre el modelo curricular más adecuado para el desarrollo de una comunidad de aprendizaje en su vertiente virtual, tal y como fue vivido por los participantes.
Los resultados, aunque provisionales, puesto que ésta es sólo la primera fase de un estudio más amplio que se prevé ampliar a participantes de otras comunidades, parecen, por un lado, confirmar las convicciones de los autores del estudio sobre la particular adecuación de un modelo curricular abierto y flexible cuando se trata de organizar el aprendizaje alrededor de objetivos comunes a un conjunto de individuos y cuando ese aprendizaje puede sacar partido de las potencialidades de comunicación y de acceso a la información que Internet hoy permite. Pero, por otro lado, dejan entrever una ausencia de consciencia crítica por parte de los participantes sobre ese modelo curricular.
No próximo sábado, dia 17 de Novembro, irei participar nas conversas sobre a aldeia global, ciclo de debates promovido pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras.
17 NOV (Sáb.) 16H00 – Aprender com.net, com Fernando Albuquerque Costa (FPCE – Universidade de Lisboa)
24 NOV (Sáb.) 16H00 – Second Life: Universidade de Aveiro no mundo virtual, com Samuel Almeida e Simão Oliveira (Universidade de Aveiro)
15 DEZ (Sáb.) 16H00 – Internet Segura, com Luis de Magalhães (Presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento – UMIC)
Sessões anteriores
13 OUT (Sáb.)16H00 – E se a Internet acabasse… ?, com Carlos Zorrinho (Coordenador Estratégia Lisboa e Plano Tecnológico)
27 OUT (Sáb.) 16H00 – Top Mais das Tecnologias, com Carlos Correia (Universidade Nova de Lisboa – CITI)
10 NOV (Sáb.) 16H00 – Web Social, com Firmino da Costa (ISCTE)
A componente de debate conta com a colaboração do jornalista da RTP Vasco Trigo (coordenador do magazine de ciência e tecnologia 2010, na RTP2) no papel de moderador e dinamizador de cada uma das sessões.
O 1º Ciclo de Conversas é dedicado à Web enquanto espaço de sociabilização e recurso de informação e conhecimento, segundo uma dupla vertente: aplicações tecnológicas e enfoque humano (Web social), com abordagem sobre a segurança na Internet e a divulgação de projectos, plataformas e ferramentas tecnológicas em ambiente de aprendizagem colaborativa.
Terminou com um rap aquele que alguns consideraram o maior evento realizado na área da Educação e da Formação em Portugal. Um duplamente criativo rap sobre o elearning e os desafios que traz à Escola. Pelo menos à Escola tal como a conhecemos: anacrónica, cinzenta e onde o objectivo de aprender aparece, aos olhos dos alunos, muito depois de ”o lugar onde podem encontrar os amigos”… Continue Reading »
Está já disponível on-line o número 3 da SÍSIFO. Revista de Ciências da Educação, dedicado à temática “TIC e Inovação Curricular”, com artigos de diferentes colegas que têm trabalhado e investigado nesta área.
Sísifo. Revista de Ciências da Educação 03 (Mai |Jun | Jul | Ago 2007)
No âmbito das actividades do projecto Digifolio ”Digital Portfolio as a strategy for teachers’ professional development” írá ter lugar um Seminário Internacional sobre a problemática dos portefólios electrónicos, com a participação de especialistas e professores de diferentes países da Europa e também do Canadá.
O seminário terá lugar em Helsínquia, Finlândia, em Maio do próximo ano (22 e 23), mas as actividades decorrerão a bordo, num cruzeiro entre Helsínquia e Estocolmo.
Para além do objectivo de aprofundar os seus conhecimentos sobre um tema tão actual, pode aproveitar para conhecer duas bonitas cidades do norte da Europa. Fica desde já feito o convite!
Para saber mais sobre o evento, esteja atento ao site do Seminário.
Nos dias 20, 21 e 22 de Setembro participei na 4ª Conferência Internacional promovida pela The Learning Teacher Network desta vez realizada em Eastbourne, UK.
Para além de uma excelente oportunidade para acompanhar o que de mais actual se está a fazer no domínio da formação de professores por essa Europa fora, pude apresentar os principais dados sobre a síntese comparativa sobre portefólios electrónicos em diferentes países europeus, os países que integram o projecto Digifolio. Ver a apresentação Comparative Study [pdf, 240 Kb]
A Web é uma rede mas também uma teia. Nessa teia a que voluntariamente aderimos seremos a aranha se tivermos uma estratégia. Seremos uma mosca se nos mantivermos pensando com a cabeça dos outros. (Mia Couto, Pensamentos, 2005)
À falta de outras solicitações, que melhor do que um pezinho de dança na Second Life… Na quarta-feira passada, dinamizada pela equipa da Universidade de Aveiro. Nada vinculativo!
Os computadores enquanto ferramentas que ampliam as nossas competências cognitivas, é a proposta apresentada por David Jonassen numa obra que a Porto Editora acaba de publicar na nossa língua e cuja leitura se aconselha vivamente. Para além de partir de pressupostos sólidos e coerentes, com base nos quais equaciona o uso que pode ser feito de algumas das aplicações mais conhecidas, o autor sugere a utilização pedagógica de outras menos divulgadas, mas com grande potencial em termos de desenvolvimento cognitivo. É o caso das aplicações que permitem fazer Mapas Conceptuais, as ferramentas de conversação, os Micromundos…
Antes de decidir a sua aquisição, pode ficar com uma ideia do seu conteúdo consultando o índice [pdf, 145KB] disponível na Webboom.
Experiências de e-Learning na Universidade de Lisboa. Questões pedagógicas e tecnológicas, é o título de uma palestra que farei, integrada no II Congresso de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa.
Texto de apoio: E-learning. Formação de Formadores (PDF, 350Kb) Resumo: Ainda que recentemente se tenha tornado um tema incontornável, nomeadamente pelas anunciadas potencialidades ao nível da educação e da formação, o conceito de e-Learning continua a ser utilizado entre nós para designar realidades muito diversas, que vão desde a transposição linear, para a Web, de sistemas de formação convencionais, até ao desenvolvimento de propostas inovadoras e mais interessantes como seja, por exemplo, o caso da criação de comunidades de aprendizagem virtuais. Por outro lado e ao contrário do que se passa em países mais desenvolvidos, ainda é escasso o uso das tecnologias para ensinar e aprender nas universidades portuguesas, apesar de aí se situar a multiplicidade de saberes e competências necessários ao desenvolvimento de projectos verdadeiramente inovadores e indutores de mudança.
Contribuir para a clarificação de conceitos, equacionar do ponto de vista pedagógico as implicações das diferentes alternativas e reflectir sobre as experiências concretas de ensino e aprendizagem com tecnologias, têm sido os eixos estruturantes do trabalho desenvolvido, desde há alguns anos, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, no âmbito de algumas disciplinas na área das Tecnologias Educativas quer ao nível de Licenciatura, quer ao nível de Mestrado em Ciências da Educação.
É desse trabalho e dessas reflexões que gostaríamos de dar conta, nesta oportunidade, como contributo para a discussão sobre o uso das tecnologias no Ensino Superior em Portugal, seja para a concretização dos objectivos de hoje, seja para a concretização de novas propostas pedagógicas, como por exemplo oferecer novos saberes, atingir outros alunos ou chegar a alunos mais distantes geograficamente.
Data: 26 de Junho de 2007
Horário:14h às 16h Horas de Portugal (Continente e Madeira) Local: Evento realizado através de conferência áudio pela Internet. Para saber mais sobre o evento, veja o Programa.
A convite dos colegas da Educom do Algarve, irei participar no Seminário que terá lugar, em Faro, no próximo dia 2 de Julho de 2007. A ideia é retomar as questões relacionadas com a criação e desenvolvimento de comunidades de aprendizagem que se apoiam em ferramentas e recursos on-line. Questões que abordámos recentemente em Barcelona e e nas Caldas da Rainha (ver entradas anteriores).
Acabei de enviar para publicação o artigo sobre Comunidades Virtuais de Aprendizagem que esteve na base da minha participação no encontro realizado na Universidade de Barcelona em Maio . Tema em que temos vindo a trabalhar recentemente e que, neste caso concreto, tem como objectivo reflectir sobre uma experiência de ensino e de aprendizagem, numa disciplina do curso de Mestrado em Ciências da Educação (especialização em Tecnologias Educativas) organizada sob a forma de Comunidade Virtual de Aprendizagem.
Disponibilizar-se-á aqui o link, logo que seja publicado.
Definitivamente… podem ser lindas as coisas da educação. É o caso desta síntese sobre blogues de que eu já ouvira antes falar. Aqui fica para que possam compartilhar!
Em busca do binómio ou… continuando a leitura de Sherry Turkle…
Nestes últimos tempos, o computador tornou-se algo mais do que um misto de ferramenta e espelho: temos agora a possibilidade de passar para o outro lado do espelho. (p.12)
Este livro descreve o modo como uma cultura emergente da simulação esta a afectar as nossas ideias acerca da mente, do corpo, do eu e da máquina. (p.12)
Nas comunidades em tempo real do ciberespaço, encontramo-nos no limiar entre o real e o virtual, inseguros da nossa posição, inventando-nos a nós mesmos, à medida que progredimos. (p.13)
A conferência sobre Comunidades Virtuais de Prática e de Aprendizagem, proferida pelo Professor Doutor José Rodríguez Illera da Universidade de Barcelona, teve lugar no dia 31 de Maio de 2007 e contou com cerca de uma centena de participantes. Se não pôde estar presente, pode ouvir a gravação. Basta aceder ao podcast (ver em baixo).
Resumo: Existe uma forte ligação entre as ideias que temos sobre tecnologia e sobre aprendizagem, embora nem sempre tenhamos consciência disso. São precisamente essas convicções, aliás, que tradicionalmente têm norteado a incorporação das diferentes tecnologias em contexto educativo.
Nesta conferência, examinaremos algumas das metáforas mais comuns, tentando, em simultâneo, mostrar os seus limites. Analisaremos ainda a ideia que está por detrás das comunidades virtuais (de prática e de aprendizagem), e que supõe, na origem, uma crítica às concepções vigentes sobre a aprendizagem e qual o seu lugar na Educação.
Ver mais informações sobre a conferência e o conferencista.
A seguir pode ver uma parte da apresentação que serviu de suporte à minha intervenção no painel. O texto, tal como consta das Actas, também está disponível neste espaço.
Com mais de duzentos e cinquenta participantes, os Challenges continuam a ser a principal arena sobre as questões da aprendizagem com tecnologias no nosso país. Dê uma vista de olhos às actas, que em breve ficarão online, se quiser ficar com uma panorâmica do estado actual das coisas em Portugal.
Os Challenges 2007 são já prá semana e será a primeira vez que irei estar presente, uma vez que nunca nas edições anteriores me foi possível deslocar-me a Braga. Costumam ser terríveis os meses de Maio, com tanta solicitação…
Na seguência do amável convite que a organização do encontro me dirigiu este ano, irei participar num dos dois painéis que constam do programa, mais concretamente no que se realizará no segundo dia e que visa reflectir sobre a relação entre Digital e Currículo. Aproveitarei 3 pequenas histórias reais como ponto de partida para a minha intervenção…
A avaliar pela grande difusão e cada vez maior apropriação social das tecnologias digitais, parece já não ser tão questionada hoje a sua exploração para fins educativos e, portanto, a sua integração nas actividades regulares que a escola proporciona.
Isso, por si só, não basta, no entanto, para resolver as questões inerentes à utilização didáctica de tão poderosas ferramentas de trabalho e de aprendizagem, num contexto em regra fechado à inovação e tradicionalmente muito lento em termos de reacção às mudanças operadas na sociedade.
Pelo contrário, é grande o desafio que os professores enfrentam, nomeadamente os que já reconheceram a importância estratégica que as novas tecnologias detêm no desenvolvimento dos indivíduos e na preparação de cidadãos com sucesso, sendo urgente encontrar estratégias de desenvolvimento profissional que lhes permitam conhecer, experimentar, enquadrar e usar o computador ao serviço da aprendizagem dos seus alunos. Uma aprendizagem de qualidade, profunda e significativa, na linha, aliás, das perspectivas mais recentes sobre o que é aprender e de que o discurso oficial tem sido reflexo, pelo menos ao nível retórico.
Partindo de três histórias simples, pretende-se contribuir para a reflexão em torno das potencialidades pedagógicas das tecnologias digitais – aquilo que com elas se pode fazer diferente – e, bem assim, constituir uma achega para as necessárias mudanças ao nível da formação de professores.
Algumas imagens da dinâmica criada durante o encontro. Sobre as questões pedagógicas, mas também do ponto de vista cultural. Conhecer o património cultural, desconhecido para a a maior parte dos participantes, da cidade da Rainha!
Vai realizar-se no final da semana o 1º encontro nacional de utilizadores da plataforma Moodle. Será nas Caldas da Rainha e contará com cerca de 200 participantes. Convidado a fazer a conferência inaugural do evento sobre Comunidades Virtuais de Aprendizagem, lá estarei! Aqui darei conta do modo como decorreram os trabalhos e as principais conclusões a que se chegou.
Acaba de sair o mais recente número da revista Interactive Educational Multimedia, desta feita dedicado às questões do ensino e aprendizagem da Matemática com TIC. Faça-lhe uma visita!
Materiais e recursos de qualidade são os que consideram e respeitam a individualidade de cada um! Em vez de “o mesmo para todos” o desafio é o da inclusão de estratégias de diversificação e flexibilidade que tenham em atenção a diversidade dos formandos.
Conteúdos 2
Materiais e recursos de qualidade envolvem de forma activa aquele que aprende! Com recurso às tecnologias de informação hoje disponíveis, é possível conceber e desenvolver materiais com elevados níveis de interactividade. Talvez o maior dos desafios para quem trabalha na área!?
Metodologia 1
Qualquer solução de e-Learning exige a presença e equilíbrio entre 5 factores determinantes: o aluno, o professor, o currículo, a tecnologia, o suporte. Para ter sucesso, considere-os de forma integrada tanto no momento da concepção como durante a gestão do próprio processo de formação!
Metodologia 2
A força de qualquer projecto de e-Learning depende, em larga medida, da qualidade dos materiais que sustentam a aprendizagem! Dedique especial atenção à constituição da equipa de concepção e produção. Também aí o equilíbrio entre as diferentes valências é crucial!
Futuro do e-Learning em Portugal
A participação activa das Universidades será factor decisivo no desenvolvimento da e-Learning em Portugal: pela garantia de rigor dos conteúdos oferecidos; pelo valor acrescentado que, em termos pedagógicos e didácticos, algumas unidades com competências específicas nessa área poderão trazer.
Tal como prometido, aqui estão algumas imagens da sessão de abertura do 1º encontro da comunidade Moodle nacional que está a ter lugar hoje e amanhã nas Caldas da Rainha.
Não se tem o prazer de folhear, como talvez gostássemos, mas tem a vantagem de poder chegar mais longe! Esse é, aliás, um dos poderes das tecnologias, e da Internet em particular. E com isso se cumpre um dos objectivos da criação da própria revista: encurtar distâncias, chegar mais longe…
Não apenas em língua portuguesa, e isso já seria excelente, mas também naquela que é, sem margem para dúvidas, o esperanto do investigador, da investigação, à escala mundial.
Dar a conhecer o que se faz nesta casa, partilhar reflexões, descobertas, preocupações, e, dessa maneira, passar a estar – mais – presente no cenário internacional.
Acaba de ser publicado no número 2 sobre Formação de adultos: políticas e práticas
O número 3 da Sísifo (Setembro de 2007) incidirá sobre a temática Tecnologias e Inovação Curricular. Esteja atento!
Decorre, desta vez em Portugal, em Albufeira, mais uma reunião internacional do Projecto Digifolio. Esta reunião acontece imediatamente a seguir ao Curso [pdf, 745Kb] sobre portefólios enquanto estratégia de desenvolvimento profissional de professores, em que participaram cerca de duas dezenas de professores oriundos de diferentes países europeus.
O balanço do curso e a implantação de estratégias de follow-up serão, pois, os propósitos centrais desta reunião da equipa do projecto que, como se sabe é um dos poucos projectos europeus liderados por uma instituição portuguesa.
Disponível, em versão electrónica, está o Livro [pdf, 988Kb]que resultou da reflexão efectuada pelos diferentes parceiros durante o primeiro ano do projecto. Nele se sistematiza o essencial sobre o uso de portefólios nos países que integram o projecto e sobre as áreas científicas mais directamente relacionadas com a problemática: avaliação, estratégias de ensino e aprendizagem, modalidades de uso das tecnologias e modelos de formação de professores.
As actividades terminaram com a apresentação de cada participante sobre o que aprendeu e o que tenciona fazer depois do curso. Algumas ideias interessantes, como não poderia deixar de ser, e muita vontade de superar os obstáculos que seguramente irão surgir. Implantar uma lógica de portefólio não é nada fácil, como sabemos, até pelo trabalho que implica, mas sobretudo pelas mudanças que pressupõe e pelas competências que exige.
Foi com imenso gosto que participei recentemente num painel organizado pelo Centro de Competência Proformar, em parceria com o CC Educom, no âmbito da 8ª edição das Oficinas de Formação sobre A Escola na Sociedade da Informação e do Conhecimento.
Com o título “praTICar ao Sábado“, esta iniciativa inclui três painéis dedicados a estas problemáticas.
Plataformas de e-learning em contexto educativo foi o primeiro desses painéis, em que participaram também, como oradores, os Profs. Vítor Teodoro, da FCT-UNL e José Luis Ramos, da Universidade de Évora. Ver pequeno vídeo introdutório à sessão de trabalho.
Foi um prazer poder participar na Mesa Redonda que decorreu na Universidade de Barcelona, no âmbito de uma Workshop organizada pelo Professor José Luis Rodríguez Illera. A minha intervenção incidiu menos nas virtualidades das Comunidades de Aprendizagem, mas sobretudo nas dificuldades que essa nova dimensão tem colocado. Pelo menos ao professores, quando tentam criar esse tipo de ambientes com os seus alunos.Comunidades virtuais para aí se propor o mesmo tipo de aprendizagens que tradicionalmente se propõem nas aulas presenciais? Ou oportunidade para fazer diferente, coisas novas e mais próximas dos interesses dos alunos e das necessidades dos cidadãos para viverem e trabalharem na sociedade da informação e do conhecimento?
CVAs – o ponto de vista dos participantes é uma reflexão em que temos estado a trabalhar e cujos primeiros resultados tivemos oportunidade de apresentar em Barcelona, na mesma Workshop mencionada no post anterior.
Se quiser espreitar alguns dos resultados provisórios, pode desde já fazê-lo aqui. A segunda parte será apresentada no encontro nacional sobre Moodle que terá lugar nas Caldas da Rainha, nos próximos dias 4 e 5 de Maio.
O projecto eStudent, que apoiei, do ponto de vista pedagógico, durante os dois últimos anos, acaba de ser referenciado como uma das boas-práticas, de entre os projectos financiados pelo Fundo Social Europeu.
Se quiser saber mais sobre o projecto ou mesmo ver alguns materiais, pode consultar a informação disponível a partir do site criado para apoio ao projecto. Também pode aceder directamente à publicação [pdf, 3,7Mb] onde se apresentam os diferentes projectos considerados boas-práticas.
Foi com muito prazer que participei na conferência final do Encontro sobre WebQuests organizado pela Universidade do Minho. Aproveito, aliás, para felicitar tão interessante e participado evento, exemplarmente organizado pela Professora Ana Amélia Carvalho, do Departamento de Currículo e Tecnologia Educativa.
Se se interessa pela temática, dê uma espreitadela à apresentação que fizemos em conjunto e em que equacionámos as (novas) oportunidades que as WebQuests podem proporcionar, não apenas aos alunos, mas também aos seus parceiros mais velhos!…
Também pode espreitar algumas fotografias do Encontro, em que participou o criador desta estratégia de trabalho com a web, Bernie Dodge, da Universidade de S. Diego, Califórnia.
Interessante o conjunto de experiências e reflexões sobre portefólios electrónicos a que se pôde assistir no evento que teve lugar na Universidade do Minho.
Aí pudemos apresentar também alguns trabalhos realizados nomeadamente no âmbito do projecto DigiFOLIO. Exemplo disso é a síntese comparativa do que se passa no conjunto dos países que integram o projecto (Finlândia, Bélgica, Portugal, Holanda e República Checa) relativamente ao uso de portefólios electrónicos e às condições estruturais para a sua utilização em contexto escolar.
As práticas de formação de professores para a utilização das TIC têm estado muito coladas às práticas e modelos tradicionais de preparação dos professores em geral.
As especificidades resultantes da utilização do computador são muitas vezes consideradas em excesso, conduzindo sobretudo a uma formação centrada na tecnologia e na aprendizagem de ferramentas, esquecendo ou relegando para segundo plano a sua integração efectiva na actividade curricular.
Tendo como base este cenário e a constatação, por demais evidenciada, do fraco uso dos computadores nas práticas lectivas, apresenta-se aqui os fundamentos teóricos e a estrutura de um modelo de formação especialmente desenhado com o intuito de proporcionar a integração das tecnologias no trabalho diário dos alunos.
A proposta é a de ajudar os professores a construírem uma visão sobre o potencial dos computadores para a aprendizagem, levando-os a aplicar algumas “ideias poderosas” com os seus alunos e estimulando a reflexão sobre esse processo.
Acção e reflexão constituem-se, assim, como estratégias nucleares da preparação dos professores para o uso regular e efectivo das TIC ao serviço do currículo.
Por terras de Leiria…
Não propriamente a convite de Teclas e Linhas, mas da Escola Superior de Educação de Leiria, que parece estar a fazer um excelente trabalho em termos de animação dos professores no terreno.
A merecer atenção, pelo menos, por parte dos que têm a responsabilidade de identificar as tão famosas (teoricamente) “boas práticas”. Terreno fértil mesmo para quem tem de encontrar tema de investigação.
Encontro à escala mundial dos que investigam e trabalham nesta área. Muito interessante pelos contactos e pela possibilidade de observar o que está a ser feito noutras Universidades. Visite o site da organização da conferência AACE para mais informação sobre o encontro.
Se quiser, pode também dar uma espreitadela à apresentação do estudo sobre competências e confiança dos professores para uso das TIC. Um estudo qualitativo desenvolvido em Portugal e noutros países da Europa Mediterrânica (Espanha, Itália e Grécia).
RATIONALE
Principais motivos na origem da elaboração do Pr@tic Inovação
O uso do computador é hoje uma realidade incontestável nas mais diferentes actividades profissionais, com aplicações muito diferenciadas e com reconhecidas vantagens aos mais diversos níveis.
A sua grande capacidade de armazenamento e disponibilização de informação em rede, ou de comunicação, são exemplos do potencial que as novas tecnologias vieram trazer aos processos de trabalho, agilizando-os e reforçando a capacidade de acção dos profissionais, qualquer que seja o seu domínio ou área de intervenção.
Um potencial que faz todo o sentido aproveitar também na Escola, para reforçar as estratégias normalmente utilizadas mas, sobretudo, para proporcionar novas formas de ensinar e aprender, mais ricas e interessantes tanto para os professores como para os alunos.
Se para os mais novos, parece não haver qualquer problema em se apropriarem das novas potencialidades oferecidas, como é o caso da comunicação em tempo real que programas como o Messenger permitem, já os professores, mesmo os mais motivados, nem sempre dispõem do enquadramento pedagógico necessário ao seu uso em contexto escolar.
Foi com esse propósito em mente que a Microsoft decidiu elaborar o Pr@tic INOVAÇÃO, um conjunto de propostas de trabalho organizadas em torno das principais áreas da actividade docente (organização do trabalho docente, concretização das aulas e avaliação da aprendizagem) em que as tecnologias podem assumir um papel significativo.
Propostas de trabalho autênticas, também elas sugeridas por professores, e que têm sobretudo como intenção servir de exemplo e ilustração do que pode ser feito com as tecnologias e os programas hoje disponíveis em qualquer computador.
Propostas de utilização das tecnologias que podem constituir um bom ponto de partida para todos quantos gostariam de começar a usá-las, mas também como ilustração da riqueza e diversidade de actividades didácticas para os que já as integram nas suas práticas lectivas e necessitam aprofundar e diversificar os modos de trabalhar dos seus alunos.
OBJECTIVOS
- Fornecer um conjunto de materiais e propostas de trabalho com recurso às TIC que os professores possam tomar como ilustração ou ponto de partida do que pode ser feito, quer na sua actividade profissional de organização e concretização do trabalho docente, quer na actividade dos próprios alunos, em contexto curricular, ou fora dele.
- Contribuir para a construção de uma visão pessoal sobre as potencialidades e os benefícios que as tecnologias podem trazer ao processo de ensino e aprendizagem.
- Contribuir para uma utilização crítica e esclarecida das tecnologias em contexto escolar, reforçando, através do seu uso efectivo, a confiança dos professores e a melhoria dos resultados de aprendizagem por parte dos alunos.
ESTRUTURA
Na elaboração do produto tiveram-se como base, em suma, as seguintes ideias estruturantes:
- Sugestão de materiais e propostas de actividades que constituam ponto de partida e ilustração do que os professores e alunos podem desenvolver, dentro ou fora da sala de aulas, com ou sem ligação directa ao currículo, com as ferramentas disponíveis;
- Opção por exemplos concretos, reais e sugeridos pelos próprios professores (materiais autênticos), tentanto cobrir a diversidade do sistema escolar, tanto do ponto de vista vertical (exemplos para os diferentes níveis de ensino), como do ponto de vista horizontal (exemplos de diferentes áreas disciplinares);
- Organização dos materiais em torno das três principais áreas de actividade de qualquer professor, isto é, planificação e organização do trabalho lectivo, concretização das actividades e avaliação do processo de ensino-aprendizagem.
- Atenção especial ao processo de construção de materiais de apoio à aprendizagem, e à partilha desses materiais com outros professores, contribuído para o desenvolvimento de uma atitude de colaboração e de inter ajuda.
CONCEPÇÃO, DESENHO E AVALIAÇÃO DA ACTIVIDADE CURRICULAR
De que maneira as ferramentas disponíveis podem ajudar no meu trabalho de preparação das actividades curriculares? De que maneira podem ajudar o trabalho do aluno ao nível da organização do estudo e da aprendizagem? Como é que as ferramentas disponíveis me podem ajudar a organizar a avaliação dos alunos?
CONCRETIZAÇÃO, DINAMIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR
Em concreto, em que é que as ferramentas disponíveis podem ajudar nas minhas práticas lectivas? Como as posso utilizar com os meus alunos? Para fazer o quê em concreto?
MODELO DE CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS, PARTILHA E COLABORAÇÃO ENTRE PROFESSORES
Como posso integrar as TIC no trabalho com os meus alunos e no trabalho dos meus alunos? Como poderei construir os meus próprios materiais de apoio à aprendizagem? Usando que ferramentas? Como posso ajudar outros professores e beneficiar também da sua ajuda?
Enquadrada no âmbito do Programa Professores Inovadores, a 2ª Conferência Professores Inovadores organizada pela Microsoft, foi este ano dedicada aos “Learning Objects” e à Criação e Dinamização de Comunidades de Aprendizagem.
Teve lugar na Torre do Tombo, no passado dia 23 de Maio de 2006, e contou com 4 centenas de participantes. Aí tive oportunidade de apresentar (não sem algumas dificuldades oftalmológicas?…) e contextualizar os 3 CDs entretanto produzidos e destinados aos professores que, reconhecendo o potencial das TIC para uso na escola, gostariam de saber o que outros professores fazem já com as diversas ferramentas disponíves. Esteja atento, pois esses materiais vão estar disponíveis para todos.
Workshop sobre uma experiência de formação de professores para uso das TIC em Portugal, em que vim dar a conhecer o modelo desenvolvido para o efeito (Modelo far – formação-acção-reflexão), na linha das reflexões anteriores sobre modelos de formação de professores e aprendizagem com tecnologias:
Interessantes os materiais que a DGIDC promoveu e que, no passado dia 5 de Maio foram apresentados em Lisboa, no auditório Camões, para uma plateia de professores. Convidado a moderar o debate, aproveitei para revisitar algumas das reflexões feitas no seio do Projecto Pedactice (1998-2000) e que permanecem actuais.
Basicamente, foi defendi a ideia de que em vez de nos focarmos exclusivamente no modo como o programa está feito, como o computador apresenta a informação, Devemos centrar-nos na análise do que o aluno faz com o computador!
Algumas categorias de análise:
PRODUÇÃO <—-> REPRODUÇÃO
CONTROLE PELO ALUNO <—-> CONTROLE PELO SOFTWARE
APRENDIZAGEM PROFUNDA <—-> APRENDIZAGEM SUPERFICIAL
A propósito, pode descarregar e utilizar livremente os recursos que a DGIDC disponibilizou no seu site.
A análise sumária sobre a investigação sobre portfólios electrónicos mostra que em Portugal há um clima político e institucional bastante favorável e uma certa abertura e receptividade a esta estratégia de trabalho, tanto por parte de professores, como de alunos, sendo isso particularmente interessante no caso do ensino superior.
Parece haver consenso também sobre as dificuldades resultantes da falta de competência dos professores para usarem regularmente os portfolios o que, de alguma maneira, se deverá à falta de preparação orientada para o seu uso efectivo já durante a formação inicial. Uma formação que, consequentemente, sugerisse e induzisse o seu posterior uso com os alunos.
Nesta linha, merece destaque o papel das Universidades, quer na adopção da metodologia, quer no desenvolvimento de estudos orientados para a acção e que acabam por favorecer a difusão do portfolio e a sua apropriação por parte de alguns professores e dos respectivos alunos.Por outro lado, quando atentamos às práticas de uso de portfolios digitais, verificamos que são escassas as experiências e que o conceito de portfolio se torna menos preciso, ficando, ao nível dos discursos, toldado pela descrição da ferramenta utilizada e levando a que um e outro se confundam. Nestes casos, o portfolio aproximar-se-ia mais de uma colecção de trabalhos realizados pelo aluno, apresentada em suporte informático e sem qualquer outra característica diferenciadora do ponto de vista da aprendizagem.
Excerto da apresentação feita na 2ª reunião internacional do projecto digiFOLIO, que teve lugar em Março de 2006, na Holanda
Tendências e Práticas de Investigação na Área das Tecnologias em Educação em Portugal
O uso de tecnologias para apoio à transferência de informação e aquisição de conhecimentos em contexto educativo tem sido, como se sabe, uma prática mil vezes ensaiada desde que a escola se constitui como principal fonte de transmissão do saber de gerações para gerações.
Muito embora sejam objectivamente desoladores os resultados concretos em termos de adopção e generalização das diferentes tecnologias experimentadas, à excepção de algumas que resistiram ao tempo, como o manual escolar ou o já ancestral quadro preto, é cada vez maior o interesse por este domínio de investigação, nomeadamente desde que o computador pessoal se tornou uma realidade, há pouco mais de duas décadas.
Reconhecendo a importância que a investigação científica pode ter em termos de fundamentação, orientação e avaliação das práticas de uso das tecnologias em contexto escolar, ou mesmo para afirmação e reconhecimento, pela comunidade científica (e não só), de uma área tão recente como a das Tecnologias Educativas, propõe-se aqui uma breve análise do que a esse nível se passou em Portugal nos últimos quarenta e cinco anos, período tomado como referência no âmbito deste Colóquio.
Compreender em que medida, aos ensaios e experimentações no terreno terá correspondido o equivalente estudo e reflexão sistemáticos e, a existirem, quais os principais períodos, as problemáticas estudadas e os respectivos quadros teóricos, são alguns dos propósitos que nortearam a análise que aqui apresentamos.
Uma análise exploratória e de âmbito limitado, mas que, esperamos, possa contribuir para um conhecimento mais profundo das práticas de investigação neste domínio particular das Ciências da Educação em Portugal.
Com cerca de 200 participantes, o encontro Sacausef 2005 acabou por ser um momento importante, não apenas pela troca de ideias sobre o tema concreto da Avaliação da Qualidade dos conteúdos educativos on-line, mas sobretudo pelo reencontro de muitos dos que têm trabalhado e investido nesta área e pelo retomar do impulso (perdido nos hiatos das governações anteriores) necessário para arrepiarmos caminho.
Os slides de apoio à minha conferência, no SlideShare…
Aprendizagem como critério de avaliação… Fernando Albuquerque Costa
SEMINÁRIO SACAUSEF – CRIE, DGIDC – ME
Lisboa, ISCTE, 21 Dezembro 2005