Archive for Abril, 2008

Escola, Estudos, Investigação, Leituras, Tec

As TIC na Educação em Portugal. Concepções e práticas

As TIC na Educação em Portugal

Esta obra visa divulgar o trabalho que é realizado nas escolas portuguesas com recurso às tecnologias de informação e comunicação (TIC) e a investigação que vai sendo desenvolvida nas nossas universidades sobre o que significa ensinar e aprender com tecnologias. Incluindo vinte capítulos, organizados em quatro partes (Contextos, As TIC e a escola, Formação de professores, Recursos e aprendizagem), conta com o contributo de alguns dos mais conceituados especialistas portugueses nesta área e é prefaciada por António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa e uma das principais referências no pensamento sobre a educação em Portugal.

Surge nos primeiros anos do século XXI, um século já fortemente marcado pela banalização das tecnologias digitais nos mais diferentes domínios da intervenção humana, mas também numa altura em que a incerteza e a complexidade do mundo em que vivemos e a caducidade dos próprios saberes ¿ saberes que constituíam, antes, o principal esteio da escola ¿ exigem que os indivíduos sejam preparados de forma diferente e dela saiam com as competências indispensáveis para serem bem sucedidos em contextos profissionais cada vez mais exigentes, competitivos e altamente selectivos.

É, pois, numa linha de reflexão sobre o que se faz no nosso país, que convidamos o leitor a mergulhar nesta obra. Destinando-se, preferencialmente, a professores e a investigadores, mas também a todos quantos têm responsabilidades na educação e aos cidadãos em geral, esperamos que possa constituir um bom porto de partida para o questionamento que se impõe.

A obra pode ser adquirida via Webboom. Ver índice

C.Virtuais, Encontros

Novidade, moda e inovação

Vem este título a propósito de uma reflexão com que António Nóvoa nos confrontou, no passado dia 16 de Abril, por ocasião do lançamento do livro “As TIC na Educação em Portugal. Concepções e práticas” editado  pela Porto Editora, parafraseando Daniel Hameline, que dizia que “não há nada pior do que a moda na área da educação”.

Ora, é precisamente a isso que temos assistido no campo específico das tecnologias educativas, desde que, no início do século XX, iam entrando nas nossas escolas as novidades de cada momento.

Sendo hoje muito diferentes e espelhando o rápido desenvolvimento tecnológico verificado nos anos mais recentes, é precisamente nas novidades que muitos centram a atenção, seduzidos sobretudo pelo seu potencial técnico e acabando, muitas vezes, por relegar para segundo plano aquilo que na escola deveria assumir um papel central – a aprendizagem. Ou, por outras palavras, a compreensão do que essas tecnologias, cada vez mais poderosas, vêm acrescentar ao modo como aprendemos, ao modo como pensamos, ao modo como nos relacionamos com o conhecimento, enfim, do que significa viver e trabalhar na chamada sociedade da informação.

De facto, em vez de se aproveitar a oportunidade para se repensarem os processos e objectivos da escola tal como a conhecemos, deixamo-nos seduzir pelo brilho de cada novo “gadget”, esquecendo com uma facilidade impressionante o que é essencial e o que poderíamos fazer para transformar as nossas práticas, ajustando-as aos novos desafios, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista social. Só aí seria legítimo falar, em boa verdade, de inovação.

Sendo o menos fugaz dos três conceitos aqui trazidos à liça, é por definição, também, aquele que mais garantias ofereceria de que estaríamos no caminho certo, enquanto profissionais que sabem o que querem e que, nesse contexto, são capazes de não se deixar ofuscar pelo brilho da tecnologia, perseguindo a melhoria e a transformação do modo como habitualmente se fazem as coisas na escola.

Aproveitar o “efeito novidade” ou as constantes vagas tecnológicas seria, pois, um bom indicador de profissionalismo e de maturidade profissional.

Profissionalismo que noutras profissões seria impensável não incluir a marca tecnológica dos nossos tempos, pelo constante valor que as tecnologias de informação e comunicação acrescentam ao modo como as coisas eram feitas. Seria impensável, por exemplo, que um cirurgião não fosse capaz e não tivesse a preparação necessária para tirar partido do equipamento disponível, com o que isso terá implicado em termos de esforço e investimento pessoal na aprendizagem, mas parece que continuamos a aceitar pacificamente que isso não deve fazer parte da responsabilidade profissional de cada professor.

Ainda que as práticas não mudem sem que cada um reconheça a necessidade e o benefício que pode trazer determinada mudança, e seja necessário tempo bastante para que as transformações desejadas se operem, não deixa de ser a inovação, seguramente, de entre os três conceitos aqui confrontados, o único capaz de “mexer” efectivamente com os seculares alicerces em que sempre assentou a escola.

Fazer diferente, mas, sobretudo, fazer melhor, será talvez o segredo para aproveitar a(s) onda(s). A onda do Moodle, por exemplo!

Ficam, por isso mesmo, convidados a dar conta da vossa experiência com o moodle no segundo encontro  nacional que terá lugar, em Setembro, nas Caldas da Rainha – CaldasMoodle’08

Fernando Albuquerque Costa
Artigo para publicação no nº3 da revista “Casa das Linguagens
Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Cova

Encontros, Leituras

Alguns momentos do momento…

A mesa da conferência, o editor e os conferencistas… 

A apresentação da conferência

Os organizadores, o editor e o comentador da obra…
O comentário ao livro

Encontros

Rumo à Escola sem Muros…

Rumo à escola sem muros
Conferência

Pode ouvir cada uma das intervenções (Professores João Filipe de Matos e Lúcia Amante), com um intervalo pelo meio, antes de ouvir a intervenção do Professor António Nóvoa.

C.Virtuais, Encontros

Novas Oportunidades para gerir mudanças

Na linha do que há uns tempos atrás tinha organizado sobre a pertinência da utilização de portefólios digitais em contexto de reconhecimento e validação de competências, eis um novo convite, desta feita sobre a utilização de “Comunidades Virtuais de Aprendizagem” para o mesmo fim. Ou, pelo menos, a criação de “Ambientes Virtuais”, pois é grande a distância entre estes dois novos conceitos…